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Cansado da falta de diversidade representada na mídia, o norte-americano Peter DeVito decidiu começar uma série de fotografias que fosse inclusiva

Peter DeVito ganhou as redes sociais ao criar uma série fotográfica para mostrar que acne não é um problema e celebrar a pele sem retoques . Agora, o nova-iorquino de 20 anos de idade começou um segundo projeto que também foca na beleza individual, dessa vez dando destaque para modelos albinos e com vitiligo, sardas e marcas de nascença no rosto. 

Peter Devito criou série fotográfica para mostrar que existe beleza em diferentes tipos de pele e quebrar tabu sobre isso
Reprodução/Instagram/peterdevito
Peter Devito criou série fotográfica para mostrar que existe beleza em diferentes tipos de pele e quebrar tabu sobre isso







Assim como no primeiro trabalho, os modelos aparecem com tatuagens temporárias no rosto com frases que geralmente escutam sobre a própria pele  . "O que é isso na sua pele? Isso dói? Você é um fantasma?", são algumas das perguntas sobre as marcas de nascença, vitiligo e albinismo. Além disso, a série de fotos contém cartas escrita à mão por cada uma das pessoas fotografadas como resposta para essas perguntas. 

Em entrevista ao "Yahoo Lifestyle", Peter explica que essas perguntas que foram representadas através das tatuagens são uma espécie de "invasão de privacidade". Por causa disso, o projeto é uma forma pública e segura para as modelos compartilharem suas experiências pessoais sobre o que é viver com uma condição de pele e quebrar o tabu que envolve esse tema. 

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Inspirações para a série fotográfica


O fotógrafo  explica que tirou inspiração para o ensaio de diversos lugares e situações, como por exemplo do movimento de positividade corporal, que valoriza a autoaceitação. "Eu amo ver as publicações de pessoas que falam sobre como estão começando a aceitar a si mesmas como são e queria contribuir para isso de algum jeito."

A cidade onde nasceu e ainda vive também é bastante influente para as séries criadas por Peter. "Acho que crescer em Nova Iorque é um dos motivos pelos quais eu tento ser o mais inclusivo possível no meu trabalho. É um local tão diverso, e ver pessoas de diferentes tipos me faz querer que os meus projetos representem todo mundo."

Como estudante do Instituto Tecnológico de Moda, outra intenção de Peter é criar um trabalho que foca na inclusividade por estar cansado de não ver representação na mídia e na indústria da moda. "Estar em desfiles e ver a falta de diversidade , trabalhar em agências e ter que retocar as imagens", exemplifica. "São coisas como essas que faz com que eu queira mudar a indústria."


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O profissional compartilha parte das fotografias no Instagram e é lá que ele está ganhando cada vez mais visibilidade e recebendo uma série de elogios. "Nós somos todos diferentes! E é isso que nos torna lindos", escreveu um internauta. Alguns se identificaram com os modelos e as diversas condições de pele registradas. "Isso me faz tão feliz. Estou grata por ter crescido com uma marca de nascença no meu rosto para que todos possam ver", afirma outra. 

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