De acordo com os dados, o machismo é o tema que lidera as ofensas. Pesquisa também aponta que as mulheres são as que mais reagem às ofensas

Mesmo sem perceber, muitas pessoas ainda reproduzem preconceitos. Seja machismo, racismo, LGBTfobia ou gordofobia, comentários e situações preconceituosas são realidade no dia a dia de muitos brasileiros, mas nem todos reconhecem quando estão ofendendo ou afastando outras pessoas por conta desse tipo de atitude.

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Estudo indica que 72% dos brasileiros já expressaram preconceitos em falas cotidianas.
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Estudo indica que 72% dos brasileiros já expressaram preconceitos em falas cotidianas.


Com o propósito de mudar essa perspectiva e mostrar que os preconceitos ainda estão presentes no Brasil, pesquisa realizada pela SKOL em parceria com o IBOPE se baseou em quatro tipos de preconceito — machismo, LGBTfobia, estético e racial — que geralmente são mascarados por frases clichês para propor uma reflexão sobre comportamentos ofensivos. 

Os dados indicam que apenas 17% dos entrevistados declararam ter preconceito, mas a maioria (72%) assumiu que já fez algum comentário ofensivo. Isso significa que pelo menos 7 de 10 brasileiros já reproduziram falas preconceituosas.

Os entrevistados foram questionados sobre como se enxergam e também se já ouviram ou falaram algumas expressões. Entre as frases mais ouvidas ou ditas estão: “Mulher tem que se dar ao respeito”, "Mulher no volante, perigo constante", “Isso é coisa de viado. É viadagem”, “Toda negra ou mulata tem samba no pé”, “Ele é bonito, mas é gordinho”, entre outras.

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Mais de 2 mil pessoas das cinco regiões do país foram entrevistadas. A população do Sudeste foi a que mais se declarou preconceituosa: 21%. O Norte e o Centro-Oeste empatam em segundo lugar com 18% e, por fim, Sul e Nordeste somam 13% cada um. 

Segundo a pesquisa , todos os preconceitos estão presentes na sociedade brasileira, mas o mais recorrente no cotidiano brasileiro ainda é o machismo . 99% dos brasileiros já ouviram comentários machistas , enquanto 61% já falou esse tipo de expressão. Além disso, 29% dos brasileiros entrevistados se declararam preconceituosos com o público LGBT.

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Mesmo que 45% das pessoas consigam identificar o preconceito nas falas, os resultados mostram que metade não reage à situação. As mulheres são as que mais protestam contra as ofensas do dia a dia (60%).

O pesquisador em diversidade na USP, Ricardo Sales, afirma que os preconceitos estão enraizados na sociedade brasileira. ”A pesquisa alerta para a necessidade de falar mais sobre o assunto e refletir sobre atitudes que impedem o respeito e a conexão entre as pessoas no dia a dia", comenta.

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