Segundo pesquisa, 22% dos americanos com mais de 65 anos estão ou correm risco de ficar sem apoio, se tornando idosos vulneráveis. Entenda o que isso significa

Com o envelhecimento da geração baby boomer – os nascidos após o fim da Segunda Guerra Mundial – e o consequente aumento do número de idosos sem filhos e solteiros, quase um quarto da população dos Estados Unidos com mais de 65 anos estão atualmente ou em risco de se tornar "idosos órfãos”.

Baby boomers: solteiros e sem filhos, eles preocupam autoridades de saúde
BBC
Baby boomers: solteiros e sem filhos, eles preocupam autoridades de saúde

O termo foi criado recentemente para designar este grupo vulnerável, que exige um maior esforço de sensibilização por parte das áreas médica e legal daquele país.

O censo norte-americano de 2012 mostrou que cerca de um terço dos norte-americanos com idade entre 45-63 é sozinho – um aumento de 50% desde 1980. Outro dado alarmante é o fato de quase 19% das mulheres com idades entre 40 a 44 anos não ter filhos, em comparação com a taxa de 10% em 1980. Além disso, o Centro de Estudo de Saúde e Aposentadoria da Universidade de Michigan indicou que 22% das pessoas com mais de 65 anos estão atualmente em têm risco de se tornarem idosos órfãos.

"Temos a sensação de que esta será uma população em crescimento, já que a idade média e a expectativa de vida da população só aumentam, e nosso governo e sociedade precisam se preparar como legislar para essa população", disse  Maria Torroella Carney, chefe de medicina geriátrica e paliativa do sistema de saúde North Shore-LIJ e principal autora da pesquisa.

Este grupo de idosos está envelhecendo sozinho e não tem membros da família designados para atuar em seu nome. Além disso, Carney salienta que esta é uma população que pode utilizar recursos de saúde caros.

"Se pudermos fornecer serviços sociais e de apoio anteriormente, isso talvez diminua os custos elevados de cuidados de saúde ou evite a utilização desnecessária de cuidados médicos caros. Com uma maior consciência e avaliação desta população vulnerável, podemos então chegar a políticas para impactar e gerenciar melhores cuidados para eles", sugere.

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