Rosa Magalhães, carnavalesca campeã pela Vila Isabel, e Solange Bichara, presidente campeã pela Mocidade Alegre, revelam suas práticas vitoriosas de trabalho

Duas mulheres se destacaram no comando das escolas de sambas que venceram os carnavais do Rio de Janeiro e de São Paulo. Em terras cariocas, a carnavalesca da Vila Isabel Rosa Magalhães , 66 anos, se consagrou como a maior campeã da Sapucaí ao conquistar seu sexto título. Na capital paulista, a presidente da Mocidade Alegre Solange Bichara , 45, foi bicampeã, totalizando seu quinto título desde que preside a agremiação.

Falante e brincalhona, Solange acredita que o bom-humor é um dos ingredientes desta trajetória vitoriosa. Objetiva e econômica com as palavras, Rosa entende que tudo dá certo quando todos os membros da equipe sabem claramente qual o seu papel em todo o processo. Além dessas, as craques da folia têm outras práticas profissionais que fazem parte do sucesso e podem ser úteis não apenas nas passarelas do samba carioca e paulistana, mas também fora delas.

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1. Delegue e valorize sua equipe

Uma presidente ou uma carnavalesca podem muita coisa numa escola de samba, mas não podem tudo. “O chefe de uma empresa não consegue resolver sozinho todos os problemas que surgem no dia a dia, eu também não. Tenho consciência que não posso dar conta de tudo, que sou só uma peça na engrenagem, por isso aposto na minha equipe”, diz Solange sobre a importância de saber delegar poderes quando se está no comando. “É fundamental valorizar o trabalho de cada um, mostrar que a parte dele é importante para o resultado final”, completa.

2. Deixe a porta aberta

Para que o trabalho de cada membro da equipe seja ouvido, é preciso que ele tenha a chance de se manifestar. “Você tem que ser acessível, deixar as pessoas à vontade para vir até você para dar uma ideia ou chamar atenção para alguma coisa importante”, explica Solange. “Não dá para ficar trancada na sala, tomando decisões sem ouvir ninguém”, prossegue.

3. Mantenha o foco

O carnaval envolve muitas cabeças pensantes, que podem resultar num trabalho criativo, mas também numa confusão de ideias. Qual o segredo para evitar que essa última hipótese prevaleça? “Todos têm que trabalhar em função de um objetivo único, que deve ser claro para todos”, responde Rosa, acrescentando que isso evita que as vaidades pessoais se sobreponham ao trabalho conjunto. “Não custa lembrar quando alguém esquece a finalidade do trabalho”, brinca Solange.

4. Cultive o profissionalismo

As duas craques da folia ressaltam que o carnaval se profissionalizou muito nos últimos anos e que isso tornou o trabalho mais fácil. “As pessoas envolvidas já sabem que aquele é um trabalho com outro qualquer, mesmo se tratando de uma festa popular”, observa Rosa. “A relação de amizade que você tem com o colega do barracão não pode tornar o trabalho menos sério ou relaxado”, pontua Solange.

5. Não perca o bom humor

Solange é adepta convicta do bom humor, mesmo quando tem que dar uma bronca em algum membro da sua equipe. “Não adianta perder a cabeça e ser grosseiro quando alguém comete um erro. Você pode fazer isso de maneira descontraída, sem ofender a pessoa”, explica a presidente da Mocidade Alegre. Mas ela confessa que fala ‘grosso’ quando sente que é necessário. “Se precisar, dou meus gritos. Em algumas horas é preciso ser mais firme”, revela.

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