Estudante de doutorado de sociologia, Kjerstin Gruys casou sem ver a imagem de como estava vestida. Dê sua opinião sobre a experiência na nossa enquete!

Um ano inteirinho sem se olhar no espelho ou em qualquer superfície que refletisse a própria imagem. Quem conseguiu atingir esse feito foi a americana Kjerstin Gruys, uma estudante de doutorado em sociologia de 29 anos, que registrou toda a experiência num blog .

Kjerstin Gruys resistiu por um ano ao desejo de se olhar no espelho
Reprodução/Blog Kjerstin Gruys
Kjerstin Gruys resistiu por um ano ao desejo de se olhar no espelho

A estudante, que transformou sua experiência numa tese e num futuro livro a ser lançado em maio de 2013, decidiu tomar a medida drástica quando começou os preparativos para seu casamento.

"Senti a pressão de ser uma noiva. Estava insegura com meu corpo quando comecei a visitar lojas a procura de um vestido. Eu me olhava no espelho com um olhar muito crítico”, contou Kjerstin, num vídeo da instituição onde estuda, a Universidade da Califórnia.

Na intenção manter sua autoestima alta, Kjerstin decidiu então passar um ano evitando o próprio reflexo.

Ele começou a pensar nessa ideia quando leu o livro “O Nascimento da Vênus” (Record), de Sarah Dunant, que conta a história de duas freiras na Itália renascentista. Por questões religiosas, elas não se olhavam no espelho e evitavam qualquer comportamento de vaidade.

"Era uma experiência de viver sem ficar constantemente preocupada com a própria imagem. Uma vida onde você podia fugir de si mesmo”, comentou a graduando em sociologia, ao ser entrevistada pela rede de TV americana ABC.

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O projeto, que aconteceu entre os meses março de 2011 e março de 2012, exigiu um grande esforço de Kjerstin. Neste período, ela não olhava para espelhos e evitava superfícies reflexivas como vidraças e vitrines de lojas.

Um dos períodos mais complicados do dia era pela manhã, antes dela ir para o seu trabalho na indústria da moda. Kjerstin tinha que se maquiar e se vestir sem o menor auxílio de um espelho. Para complicar a situação, ela usa lentes de contato. Na hora de dirigir, a estudante se obrigava a só olhar para imagem dos carros nos retrovisores. “No primeiro mês do projeto, eu saia do banheiro com rímel no nariz”, ironiza.

Por mais incrível que pareça, Kjerstin revela que o dia do seu casamento não foi o mais difícil da experiência. "Eu direcionei o meu foco para o verdadeiro significado daquela data, que não era o meu visual, mas o fato de eu estar casando com o amor da minha vida", analisa Kjerstin.

Por causa do experimento, Kjerstin Gruys subiu ao altar sem olhar para própria imagem no espelho
Reprodução
Por causa do experimento, Kjerstin Gruys subiu ao altar sem olhar para própria imagem no espelho

Quando experimento terminou, no último dia 12 de março, Kjerstin relata que teve sentimentos confusos ao se olhar no espelho. “Eu me senti um pouco estranha, mas ao mesmo tempo, foi prazeroso, porque eu estava feliz com o que via”, reflete a estudante.

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Kjerstin, que teve anorexia e problemas de aceitação da imagem quando mais jovem, quer inspirar outras mulheres com a sua atitude. “Não quero elas façam a mesma coisa que eu, mas que percebam o quanto de energia e tempo gastam com isso”, esclarece.

“Tudo bem você se olhar no espelho uma vez pela manhã, mas gastar mais tempo que isso não vai ajudar nada. Não tem porque ficar checando a própria imagem o tempo todo. Só faça isso quando alguém lhe dizer que tem algo no seu dente”, brinca Kjerstin. “Nós temos muito mais a oferecer ao mundo do que apenas a nossa aparência”, finaliza.








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