A ideia é substituir a imagem do velhinho arqueado e de bengala, comum nos transportes e locais públicos, por uma figura que represente melhor quem tem mais de 60 anos

O conceito de velhice está mudando. A imagem de homens e mulheres combalidos, de saúde frágil e à espera da morte sai de cena e, em seu lugar, o que se vê cada vez mais nas ruas são velhos ativos, cheios de energia e prontos para curtir a merecida aposentadoria.  

Antiquado, o símbolo já não representa os ativos idosos dos dias atuais
Thinkstock Photos
Antiquado, o símbolo já não representa os ativos idosos dos dias atuais
Mesmo com essa mudança, essa renovada faixa etária da população continua sendo representada nos meios de transporte, como ônibus e metrô, pela figura de um velhinho arqueado e de bengala.

Para resolver esse contrassenso, um grupo de publicitários de São Paulo resolveu criar um movimento para repaginar o símbolo gráfico, geralmente usado para indicar o lugar reservado a quem tem mais de 60 anos em espaços públicos. 

"Essa figura de bengala definitivamente não é reflexo de uma população saudável, que está em pleno crescimento", analisa Max Petrucci, presidente da agência de publicidade paulistana Garage IM, que criou o movimento, chamado “Nova Cara da 3ª Idade”.

Max diz ainda que essa imagem não condiz com a importante contribuição que esse grupo pode dar a sociedade atualmente. 

Qualquer pessoa interessada em substituir o símbolo antiquado pode participar. Basta enviar o desenho criado para o endereço eletrônico criado na rede social itsNOON . Uma curadoria montada pelos organizadores do movimento vai escolher as sete melhores criações. Outras três serão escolhidas por votação popular na internet. Cada um dos dez escolhidos receberá um prêmio de R$ 500.

Um dos desenhos enviados ao movimento mostra um idoso orgulhoso por não precisar do apoio de uma bengala
Divugação
Um dos desenhos enviados ao movimento mostra um idoso orgulhoso por não precisar do apoio de uma bengala
Os dez melhores símbolos da terceira idade escolhidos também serão expostos em bares de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Belo Horizonte, Brasília e Salvador.

Participantes do projeto já divulgaram alguns desenhos com novas caras para substituir o símbolo antigo. Num deles, o bonequinho arqueado é substituído por uma figura ereta, que não precisa do apoio da bengala e apenas a segura orgulhosamente na mão.

Outro desenho mostra um velhinho empolgado por ter chegado ao último degrau do pódio, que traz a inscrição do número 60.

A expectativa dos organizadores é que até o dia 17 de junho, data final para o envio de projetos, centenas de ideias sejam inscritas, todas representando de uma maneira mais real as pessoas de mais de 60 anos, que de acordo com a Organização das Nações Unidas, serão 32% da população do mundo em 2050. 




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