Mulheres como a Lucinda (Vera Holz) da novela global “Avenida Brasil” exercem a maternidade com força e garra

A conexão que existe entre mães e filhos é uma das peças fundamentais no quebra-cabeças das relações humanas. Pelos filhos, elas tornam-se heroínas de suas próprias histórias e isso vale para as telas, mas vale também para a vida real. Na novela “Avenida Brasil” (TV Globo, 2012) a personagem da atriz Vera Holtz é a personificação desta garra. Apesar de viver em um lixão no subúrbio do Rio de Janeiro, Lucinda faz de tudo para dar dignidade aos seus filhos adotivos.

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Para evitar que o ambiente degradante do lixão destrua as esperanças das crianças, ela criou uma casa lúdica e colorida de material reciclado, que funciona como um bunker que as protege de tudo que está do lado de fora. Mas este tipo de figura materna interpretada por Vera não é único no universo da ficção, há muitas outras, tanto na tela grande, como na telinha .

Divulgação/TV Globo
"Avenida Brasil": Mãe Lucinda (Vera Holtz) criou um ambiente lúdico para dar esperança aos filhos adotivos que vivem num lixão

Quem abriria mão do um grande amor para não ver um alguém querido sofrer? Uma mãe, claro. Foi o que fez a personagem Helena (Vera Fisher) de “Laços de Família” (Globo, 2000). Percebendo que a filha Camila (Carolina Dieckmann) estava se apaixonando pelo seu namorado, a esteticista não pensou duas vezes e terminou com ele. E olha que o homem em questão, Edu, era vivido pelo galã Reynaldo Gianechini.

As provas de amor do papel de Vera não pararam por aí. Quando Camila teve leucemia, Helena engravida só para que a criança possa doar a medula e curar a irmã. Em “Senhora do Destino” (Globo, 2004), Carolina Dieckmann voltar a interpretar outra filha que exigiu garra da sua progenitora. Sequestrada pela vilã Nazaré Tedesco (Renata Sorrah), a personagem dela, Lindalva, foi procurada incessantemente por 26 anos pela sua mãe de verdade, Maria do Carmo (Susana Viera). A história teve final feliz e as duas se reencontraram e não se separaram mais.

Maternidade na tela grande

Erin Brockovich (Julia Roberts) lutou pelos filhos dela e os de outras mulheres
Divulgação
Erin Brockovich (Julia Roberts) lutou pelos filhos dela e os de outras mulheres
O cinema também tem mães fortes. Um exemplo é a personagem de Susan Sarandon no filme “O Óleo de Lorenzo” (1992), que se baseia numa história real. Michaela Odone não desanima quando o filho Lorenzo é diagnosticado com uma doença neurológica degenerativa e incurável. Ao lado do marido, Michaela descobriu um óleo, à base de azeite de oliva, que barrava os efeitos graves da enfermidade. Tornando o sofrimento do seu rebento menor.

Outra história maternal da vida real revivida na telona foi a da estilista Zuzu Angel, no filme de 2006, que levava o seu nome. Interpretada por Patrícia Pillar, essa mulher corajosa enfrentou a ditadura militar brasileira na busca pelo filho desaparecido, Stuart Jones. Ele era um militante ativo no combate ao regime de exceção, no final da década de 60. De acordo com o filme, Stuart foi torturado e depois morto pelo militares.

Depois de receber uma carta anônima que informava que seu filho havia morrido, Zuzu iniciou outra batalha, exigindo que os militares devolvessem o corpo de Stuart, para que assim ela pudesse um enterrá-lo dignamente. Essa luta só terminou com a morte da própria estilista, num acidente de carro na Estrada da Gávea, em 14 de abril de 1976.

O filme
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O filme "Zuzu Angel" conta a história real de uma mãe lutadora vivida por Patrícia Pillar

Outra figura materna com um estoque inesgotável de garra foi a personagem Erin Brockovich, do filme de mesmo nome, lançado em 2000. Contando mais uma história real, a película fala da desbocada mãe solteira que enfrentou uma grande indústria química poluidora na Califórnia (EUA). Interpretada por Julia Roberts, Erin conseguiu que a empresa pagasse uma indenização milionária para as famílias que tinham seus membros doentes por causa da poluição.

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Com sua atitude, Erin evitou que seus filhos dela e de outras mães ficassem doentes pela contaminação. A história então teve um final feliz. Pena que na vida real isso não se repita sempre.

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