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Um Olhar Astrológico

Monica Horta é jornalista e astróloga

Jornalista e astróloga, Monica Horta é autora do livro “Aniversários – Um Olhar Astrológico sobre a Vida”

Aniversários: a peregrinação luminosa do Sol

Segundo a astrologia, cada dia tem um significado e cada ser que nasce fica impregnado por uma luz especial

21/05/2012 08:00

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Durante os 365 dias do ano, um peregrino solitário se desloca no céu. Seu caminho é um ciclo interminável com hipotéticos começo e fim nos últimos dias de março. Seu passo regular determina o calor e o frio, a abundância ou a miséria, as grandes secas e as grandes inundações. Mais do que isso, determina as mudanças de luz que colorem o mundo. A cor e o brilho da luz que cada ser humano vê no dia em que nasce. É a natureza dessa luz que determina a qualidade do dia do nosso aniversário.

Fulano viu a luz no dia ...... Beltrana deu à luz no dia...

Na originalidade da luz de cada dia está o coração do mistério astrológico: a idéia de que o tempo tem qualidade e de que tudo o que nasce num momento fica impregnado por ela.

Ao escrever sobre os aniversários estamos falando sobre a posição do Sol num determinado dia e portanto, sobre a qualidade da luz que o iluminava.

A maior parte das pessoas acredita que os signos tem a ver com as constelações. Pois é, não tem. Os signos tem a ver com as estações do ano. Quando os antigos diziam que “fulano nasceu no tempo de Capricórnio” estavam dizendo apenas que “ fulano nasceu no começo do inverno”.

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Não podemos esquecer que a Astrologia nasceu no hemisfério norte e o simbolismo que está associado a ela deriva das estações de lá.

Há seis mil anos, quando a astrologia estava nascendo, o primeiro dia do inverno coincidia com a entrada do sol na direção do signo de Capricórnio. A constelação era apenas uma referência para o início de um tempo em que a vida ia ficar mais difícil e a natureza mais hostil. Mesmo aqui, no hemisfério Sul, as pessoas que vivem da agricultura sabem que no tempo de Capricórnio é muito difícil plantar. É daí que vem a idéia de que quem nasce neste tempo sabe lidar com as dificuldades e leva a vida muito a sério.

Hoje, as constelações nem ao menos estão no mesmo lugar. Por causa de um fenômeno de nome tão bonito quanto complicado - a precessão dos equinócios – as constelação vão escorregando no céu e já estão longe do lugar em que estavam quando o conceito de signo foi estabelecido. Mas ninguém precisa se preocupar muito com isso. Do nosso limitado ponto de vista, as constelações podem mudar de lugar, mas as estações continuam as mesmas. O mundo moderno consegue alterar o clima, mas ainda não perturbou o passo do sol.

Quem gosta e conhece alguma coisa sobre Astrologia sabe que o céu do momento do nascimento fala de muito mais coisas do que está determinado pela posição do Sol. Mas sabe também que lá está uma centelha brilhante que é como uma marca registrada da nossa individualidade.

Falar do dia do aniversário é falar de um reencontro com a primeira luz que os nossos olhos viram. Uma viagem em direção a uma identidade virgem que ainda não tinha sido ofuscada pelas nuvens dos sofrimentos e das identificações.

É possível que a leitura das impressões registradas por milênios de observação astrológica possa reascender uma centelha que estava escondida debaixo das cinzas do que se costuma chamar de civilização. E iluminar idéias, desejos e sonhos que tinham ficado perdidos há muito tempo atrás.
Se isso acontecer, mesmo que por um único momento, com uma única pessoa, todo o esforço daqueles que dedicaram suas vidas a olhar para o céu ganhará um novo sentido e terá valido a pena...

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Sobre o articulista

Monica Horta - horta.monica@gmail.com - Jornalista e astróloga, Monica Horta é autora do livro “Aniversários – Um Olhar Astrológico sobre a Vida”

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