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Prazer & Sexo

A sexóloga Fátima Protti responde dúvidas das leitoras

Fátima Protti é psicóloga, terapeuta sexual e de casal; pós-graduada pela USP e autora dos livros “Vaginismo, quem cala nem sempre consente" e "Sexo, Amor e Prazer"

“Meu marido quer sexo quase todos os dias, mas eu não”

Ativar o desejo não é difícil, mas isso exige do casal atenção e investimento. É preciso colocar o sexo na agenda

04/09/2012 15:46

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Olá Fátima. Sou casada há cinco anos. Tenho dois filhos. Meu marido quer sexo quase todos os dias, mas eu não. Nem sempre me sinto disposta – quer dizer, raramente me sinto disposta. O que fazer para chegarmos num acordo?

Foto: Thinkstock Photos Ampliar

Em casamentos e namoros longos, a diminuição do desejo é comum. Mas é possível reativá-lo

A diminuição do desejo geralmente acontece antes dos cinco anos de casamento ou em namoros muito longos. Nesse momento da vida, a paixão já não existe, a intimidade virou rotina e o estresse diário se intensificou com o aumento das atividades e responsabilidades. Além disso, muitos dos pensamentos estão direcionados para os projetos pessoais e compromissos.

O problema pode ocorrer não só em momentos de crise no casamento, mas também em ocasiões em que a vida exige mais de você, seja no trabalho ou na família. A energia fica desfocada do sexo, mesmo que vocês estejam em harmonia no dia a dia. Aliás, ter dois filhos não costuma ser tarefa fácil para as mães.

Muitos casais passam longos períodos sem sexo. E se a coisa volta ao normal depois de certo tempo, tudo bem. O problema é quando isso vira padrão.

Quando surgem os filhos, a vida muda significativamente, e a atenção é direcionada para os pequenos. Os momentos íntimos dificilmente existem. A mulher se divide entre os papéis de mãe, profissional e administradora da casa, deixando de lado a amante.

A falta de vontade de transar pode refletir normalmente o óbvio: ao fim do dia, a mulher está exausta. Assim, ter acordos de divisão de tarefas em casa pode ajudar muito na vida sexual, mesmo indiretamente. E tem a questão do desleixo com a aparência e nas atitudes. A estabilidade acaba com a sedução e o desejo desaparece.

No namoro é diferente, o ritual de preparação para o encontro ativa a libido e inunda o cérebro com hormônios que provocam bem-estar e prazer. Os cuidados estéticos e as atitudes comedidas são recursos para atrair e seduzir.

A forma de pensar o relacionamento também está na origem do problema. A mulher, após algum tempo, passa a valorizar o carinho, o afeto e a atenção. Buscamos um homem parceiro, ouvinte, amigo, cúmplice e amante. Nessa sequência, o amante vem por último.

O homem, por outro lado, normalmente pensa mais em sexo. Se a frequência não está boa, fica insatisfeito. Então as cobranças aparecem e o clima esfria de vez.

Ativar o desejo não é difícil, mas isso exige do casal atenção e investimento. Além disso, é preciso colocar o sexo na agenda. Outro ponto a perceber: será que o sexo virou algo mecânico para vocês?

Durante a transa, muitos casais não brincam mais, usam pouco os cinco sentidos e alguns desenvolvem uma sequência de práticas sexuais rígida. Não usam a fantasia, falta uma pitada de mistério e de surpresa. Na cama os papéis de passivo e ativo ficam definidos, não se alternam. A transa fica “bege” e com o tempo nada é motivador. Reclamam que o sexo é trabalhoso e desejam viver as emoções do namoro, o que é impossível.

Cara leitora, como você pode perceber, são muitos os fatores que interferem na motivação e na libido. Se o seu caso não requer mudanças, é apenas uma diferença significativa na motivação sexual. Uma boa conversa fará com que vocês cheguem ao meio termo, com respeito às diferenças.

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Sobre o articulista

Fátima Protti - delas_amoresexo@ig.com.br - Fátima Protti é psicóloga, terapeuta sexual e de casal; pós-graduada pela USP e autora do livro “Vaginismo, quem cala nem sempre consente" - Site: www.fatimaprotti.com.br

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