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Prazer & Sexo

A sexóloga Fátima Protti responde dúvidas das leitoras

Fátima Protti é psicóloga, terapeuta sexual e de casal; pós-graduada pela USP e autora dos livros “Vaginismo, quem cala nem sempre consente" e "Sexo, Amor e Prazer"

Dores no início da vida sexual

Um pouco de incômodo é normal no começo. Tente relaxar e siga algumas orientações

10/10/2011 17:09

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Tenho 28 anos e iniciei minha vida sexual há dois meses com meu namorado. Já tive três relações, mas ainda sinto dores durante a penetração e nunca tive um orgasmo. Isso é normal?

A “primeira vez” é um momento significativo em nossas vidas, mas nem sempre essa é uma experiência boa e prazerosa. É importante que a mulher inicie sua vida sexual apoiada no seu desejo, sentimentos e segurança – e nunca por conta de pressões externas.

As dores podem ocorrer nas primeiras relações sexuais pela pressão do pênis na entrada da vagina e afastamento das paredes internas. Apesar de não ser intensa, a sensação é diferente para cada mulher – queimação, dor e ardor – e tende a desaparecer após a terceira relação. Com o tempo e a prática, a vagina vai se adequando ao pênis.

Para a mulher, a expectativa de um encontro sexual reúne desejos, fantasias, ansiedade, medo do desconhecido e, em alguns casos, o medo da dor – que pode se tornar exagerado por conta dos relatos de amigas e primas. O medo, quando intenso, cria tensão pélvica e contrações inconscientes da vagina, dificultando assim o coito e aumentando a dor.

Foto: Getty Images Ampliar

Tensão pode aumentar a dor

Certa dose de ansiedade é importante para que o casal fique ativo sexualmente, mas em maior grau pode acelerar a dinâmica e prejudicar o prazer. É melhor não ter pressa. A excitação e a lubrificação feminina, por exemplo, são essenciais para a penetração, pois evitam possíveis lesões na parede vaginal provocadas pelo atrito do pênis. Importante dizer que a calma e a habilidade do homem favorecem também nessa hora.

É preciso ficar atenta para a persistência das dores, pois elas interferem na excitação, no desejo sexual, no orgasmo e, obviamente, pode levar a evitar o sexo. Em casos graves, a mulher pode desenvolver o vaginismo, disfunção caracterizada pelo impedimento parcial ou total do coito por contrações involuntárias dos músculos ao redor da vagina. As dores frequentes também podem indicar problemas de origem orgânica ou emocional, que devem ser tratados por ginecologistas e terapeutas sexuais, respectivamente.

Abaixo listo algumas dicas práticas para as primeiras transas:

- Controle é tudo. Aprenda a contrair e relaxar a musculatura do assoalho pélvico. Para entender como sua vagina reage, pegue um espelhinho e aproxime-o da vagina. Faça os movimentos de segurar e soltar o xixi e você verá o orifício vaginal contrair e relaxar.

- Você deve estar muito excitada antes de partir para a penetração. Carícias, beijos, toques e sexo oral são as minhas recomendações.

- Brincadeiras e fantasias ajudam a desinibir e acabar com a preocupação no desempenho ou no coito.

- Use um gel à base de água para ajudar na lubrificação. Ele pode ser um ótimo aliado no começo, quando a mulher não tem muito conhecimento das próprias reações.

- Na hora da penetração: relaxe a pélvis, afaste bem as pernas dobrando um pouco os joelhos. Isso vai ajudar.

- Aposte na camisinha lubrificada, além de ser importante para um sexo seguro ela ainda facilita a penetração.

Visite o site da Fátima Protti

Sobre o articulista

Fátima Protti - delas_amoresexo@ig.com.br - Fátima Protti é psicóloga, terapeuta sexual e de casal; pós-graduada pela USP e autora do livro “Vaginismo, quem cala nem sempre consente" - Site: www.fatimaprotti.com.br

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