Na era da internet qualquer palavra ou cochicho em redes sociais pode gerar brigas, dúvidas e até separações. Veja o que diz sobre isso a sexóloga Fátima Protti

"Tenho entrado em salas de bate-papo e conversado com homens, mas meu marido não sabe e tenho receio de que ele descubra, porque não irá entender que é somente para descontrair e conhecer novas pessoas. A minha dúvida é, será que isso é traição?"

É fato que a internet e suas sofisticadas ferramentas possibilitam o contato entre pessoas de todo mundo. Por meio de Facebook, Messenger e Skype, entre outros, resgatamos antigos amigos, ex-namorados e conhecemos novas pessoas.

Cada vez mais novos sites especializados para encontros amorosos, inclusive próprios para pessoas casadas e comprometidas, pipocam na internet. Não há uma estimativa dessa população que busca esses sites para trair, mas não são poucos.

A sexóloga e colunista Fátima Protti tira dúvidas das leitoras
Edu Cesar/Fotoarena
A sexóloga e colunista Fátima Protti tira dúvidas das leitoras

Através dessas ferramentas passamos a conhecer rapidamente aspectos e interesses do outro, o que ajuda no processo de sedução. Somos seres desejosos de novidades, a internet facilita essa busca e consequentemente a traição. É mexer com fogo!

Cada vez mais mulheres casadas ou comprometidas entram em salas de chat para conversar com outros homens. Entre uma conversa e outra as intimidades e sentimentos são compartilhados, as fantasias construídas, dando início ao jogo da sedução. Numa relação monogâmica nem é preciso o contato físico para se caracterizar como traição.

A palavra traição vem do latim tradere, cujo amplo sentido exprime toda “ação que contravém à fidelidade, à fé jurada, ou à lealdade devida”, segundo o Vocabulário Jurídico. Isso quer dizer que qualquer ação que rompa com tudo o que está estabelecido em relação à confiança – de uma ou das duas partes – é considerado traição.

Até mesmo a conversinha só para descontrair ou fazer novos amigos virtuais pode gerar desconfianças e a ideia de uma possível traição, principalmente para os inseguros. Na era da internet qualquer palavra ou cochicho em redes sociais pode gerar brigas, dúvidas e até separações.

Cara leitora, posso até acreditar que suas conversas não têm a intenção de trair, mas como você mesma diz seu marido não entenderá assim. O contato às escondidas, as conversas secretas abrem um leque de interpretações sobre o proibido. A transparência é a melhor atitude para evitar equívocos e danos para o casal.

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Fátima Protti é psicóloga, terapeuta sexual e de casal. Pós-graduada pela USP e autora do livro "Vaginismo, quem cala nem sempre consente". Escreva para a colunista: delas_amoresexo@ig.com.br .

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