Sexóloga e colunista do Delas, Fátima Protti esclarece dúvida de leitora sobre os efeitos da passagem do tempo

“Gostaria de saber se com o passar do tempo, após os 50 anos, a mulher fica com a musculatura da vagina mais flácida. Existe algum tratamento para o problema?”

É próprio da nossa cultura a busca incessante de recursos na tentativa de eternizar a juventude. Porém, a natureza mostra que o envelhecimento faz parte do curso natural da vida e com ela aparecem as mudanças em todo corpo. Com a vagina, não é diferente.

A natureza mostra que o envelhecimento faz parte do curso natural da vida e com ela aparecem as mudanças em todo corpo
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A natureza mostra que o envelhecimento faz parte do curso natural da vida e com ela aparecem as mudanças em todo corpo


O climatério traz mudanças fisiológicas significativas, pela diminuição gradativa na produção hormonal do estrogênio e da progesterona, até chegar na menopausa. As mudanças no organismo são sentidas.

A irritabilidade, a depressão, a diminuição ou ausência de libido são fatores psicológicos que afetam algumas mulheres.

Os fogachos (ondas de calor), suores noturnos, cansaço, insônia e palpitações são alguns dos sintomas, por vezes insuportáveis para um número de mulheres. Nessa fase aumentam os risco de doenças cardiovasculares, osteoporose e outras mais.

Uma alimentação saudável e exercícios físicos previnem o aparecimento de doenças e auxiliam na melhora do quadro em geral.

Com o ressecamento e o afinamento da espessura do canal vaginal, o coito pode ser doloroso e fissuras podem ocorrer. Gel lubrificante, cremes e reposição hormonal podem ajudar a aliviar muitos sintomas.

A flacidez ou frouxidão vaginal surge pela perda de fibras musculares. A musculatura do assoalho pélvico ou do períneo (região entre a vagina e o ânus) fica comprometida, causando a frouxidão e a incontinência urinária, tão indesejadas pelas mulheres.

Fátima Protti, colunista do Delas, responde as dúvidas dos leitores e leitoras
Edu Cesar/Fotoarena
Fátima Protti, colunista do Delas, responde as dúvidas dos leitores e leitoras

A fisioterapia uroginecológica oferece exercícios que fortalecem essa musculatura, além de outros recursos terapêuticos específicos, como a eletroestimulação para a reeducação dos músculos e cones vaginais para a prática do pompoarismo .

O exercício de Kegel também auxilia no fortalecimento do assoalho pélvico e pode ser feito enquanto a mulher está dirigindo, trabalhando ou durante os afazeres domésticos. Contraia a musculatura pélvica como se fosse segurar o xixi e, em seguida, solte. Faça 10 vezes esse movimento, 3 vezes durante o dia.

A mulher que entra na menopausa com boa autoestima, bom relacionamento amoroso, se sentindo amada e liberta de alguns tabus para viver o sexo e sua sexualidade amplamente colhe o melhor dessa fase.

Cara leitora, é provável que o desconforto seja efeito da menopausa. Existem recursos para minimizar estes efeitos, mas é imprescindível fazer uma avaliação com um ginecologista para obter o diagnóstico e o tratamento corretos.

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No próximo dia 17, sexóloga Fátima Protti participa do Conrelaciona, Congresso Brasileiro de Relacionamento, Conquista e Sedução. Você pode se inscrever gratuitamente para a palestra de Fatima, sobre “Diminuição do sexo algum tempo depois do casamento: como resgatar o desejo”, aqui .

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