
Observando não apenas o cenário brasileiro, mas a situação atual em vários países, percebe-se que o feminino está em seu melhor momento, com as mulheres alcançando o máximo do sucesso pessoal e profissional. Elas destacam-se no trabalho e começam a surpreender pela destreza com que adminstram os deveres impostos pela família e pela profissão. A mulher que sabe o que quer de sua carreira mostra-se como uma guerreira de espírito forte, que não se constrange com os preconceitos que ainda podem querer bloquear suas vitórias.
Esse é o melhor momento para demonstrar seu estilo de liderança diferente, mais pautado pela cooperação do que pela competição, mais horizontalizado do que hierarquizado, mais flexível do que o velho modo masculino de comando e controle.
O ambiente corporativo descobre as vantagens de experimentar novos talentos, e as mulheres estão sendo consideradas a face mais visível da diversidade no século XXI. É um fenômeno que tem origem na redução da importância da força bruta e na valorização do conhecimento como principal ingrediente para o sucesso no mundo dos negócios, tornando possível a qualquer pessoa participar do ambiente corporativo.
Além das mulheres, também os jovens e idosos são beneficiados pelas novas demandas empresariais tanto que, recentemente, o PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) divulgou o crescimento de 11,1% na participação dos idosos no mercado de trabalho , ao mesmo tempo que, nos Estados Unidos, segundo a The Economist , as mulheres já atingiram 49% da força produtiva. De fato, as perspectivas futuras dão conta de que, a partir de 2015, quatro gerações estarão convivendo no mesmo ambiente de trabalho e serão lideradas com mais cooperação, flexibilidade e melhor qualidade de vida.
As mulheres não devem sentir-se discriminadas pelo fato de ainda ganharem, na média geral, 70% dos salários dos homens e, ao contrário disso, devem reconhecer que o mundo seguiu, durante longo tempo, um padrão muito masculino que naturalmente repercutiu no que temos hoje.
O importante é ter segurança e autoestima bem cuidadas, acompanhando a clara evolução dos resultados de uma gestão feminina mais cuidadosa, mais conciliadora do que a masculina. Talvez por isso os salários das mulheres estejam crescendo em velocidade bem superior ao dos homens e elas estejam chegando aos cargos de topo quatro anos mais jovens do que eles.
Marlene Ortega - marlene.ortega@ig.com.br - é pós-graduada em administração pela FGV-EAESP, diretora da Universo Qualidade e Presidente do Business Professional Women de São Paulo.
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