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Mirna Zambrana

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Mirna Zambrana é formada em arquitetura e urbanismo pelo Mackenzie. Sócia de Aurélio Martinez Flores, tem vasta experiência em projetos residenciais e comerciais

Quando substituir a fiação?

Novas normas e acúmulo de equipamentos pedem uma revisão na rede elétrica

09/03/2011 15:56

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A quantidade de equipamentos eletrônicos assimilados pela vida contemporânea é, muitas vezes, maior do que o que era necessário no recente século passado. Analisando cada cômodo de uma residência, percebemos essa mudança e o quanto é indispensável rever a instalação elétrica dos imóveis - e não só dos mais antigos.

Foto: Getty Images

Especialistas recomendam revisão geral das instalações elétricas pelo menos cada cinco anos



A cozinha, que até então era nossa mais moderna consumidora de energia, até que se estabilizou nos últimos dez anos com a presença de fogão, geladeira, freezer, micro-ondas, lavadora de louça, forno elétrico e os eletrodomésticos flutuantes – liquidificador, torradeira, batedeira, mixer etc. Houve até reduções, pois é raro quem opte pelo triturador ou torneira elétrica. Essa última substituída pelo aquecimento a gás. Na lavanderia, máquina de lavar roupas e de secar. O chuveiro elétrico, no geral, permanece em pelo menos um banheiro da casa.

Na sala, o aumento de equipamentos foi mais recente: TV, decodificador de canal a cabo, toca DVD, toca Blu-Ray, caixas de som e subwoofer, lembrando apenas do mínimo de equipamentos. Nos quartos, ou em outro espaço, repita os equipamentos da sala e some computador, modem, roteador, impressora etc. Alguns cômodos ainda têm nossa mais recente aquisição: o ar condicionado. Se não este, tem ao menos um ventilador ligado em cada ambiente no verão. E, no inverno, o aquecedor.

Compare isso a uma casa da década de 70, nem precisa ir tão longe, pense no início da década de 90. Certamente a necessidade de troca da fiação é urgente. Especialistas recomendam revisão geral das instalações elétricas pelo menos cada cinco anos.

Quadros de luz de madeira e com fusíveis - aqueles redondos de louça - não podem existir. Hoje se usa o disjuntor. Tampouco ficam no mesmo circuito a iluminação e as tomadas, segundo a NBR 5410. Além da mudança das necessidades humanas, os materiais elétricos sofrem desgaste natural pelo uso.

Recentemente, foi estabelecido pela ABNT NBR 14136, o padrão de tomadas com três pontos - e rebaixamento em formato hexagonal achatado, para plugs com três pinos no formato para encaixe na tomada. Esse conjunto ativa o uso do fio terra, que é o terceiro pino. Porém não basta ter um furo e um pino a mais, tem que existir o fio terra na instalação do imóvel, ou não haverá essa proteção. Lembrando que o fio terra – aterramento - serve para descarregar a energia que é dispensável. O fio terra é obrigatório por lei (1.1337, de 2006), mas não existe uma fiscalização para verificar sua existência nas construções.

Outro dispositivo de segurança é o disjuntor DR – dispositivo diferencial residual –, que deve ser utilizado nas áreas molhadas. Ele tem a função de desligar o circuito na possibilidade de choque elétrico. Esses dois elementos e o bom uso dos equipamentos podem diminuir em média de 4% a 5% o consumo de energia, além de proteger o usuário de um choque elétrico que pode vir a ser fatal.

Para proteger os equipamentos existe o DPS – dispositivo de proteção contra surtos - ele irá desviar os surtos de tensão (nas voltagens 210 V-127V) gerados por descargas atmosféricas, para a terra.

Em vista de tudo isso, você não acha que precisa revisar as instalações de sua casa? Para tanto - ou na instalação de um nova rede elétrica -, contrate um profissional habilitado, com cursos reconhecidos nacionalmente e se possível, com a supervisão de um engenheiro elétrico. Você vai se safar do choque elétrico, mas vai enfrentar o choque na conta bancária.

 

Sobre o articulista

Mirna Zambrana - jbianchi@ig.com - Mirna Zambrana é formada em arquitetura e urbanismo pelo Mackenzie. Sócia de Aurélio Martinez Flores, tem vasta experiência em projetos residenciais e comerciais

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