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Negócio de mulher

Marlene Ortega fala sobre carreira e trabalho

é pós-graduada em administração pela FGV-EAESP, diretora da Universo Qualidade e Presidente do Business Professional Women de São Paulo.

Homens ainda fazem estereótipo feminino

Apesar das evidências de progresso na atuação feminina no mercado, homens conservadores ainda têm um olhar simplista

21/01/2010 14:43

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Os homens vivem dizendo que as mulheres falam demais. É comum ouvir em reuniões de negócios ou até mesmo nos encontros entre amigos a expressão “como fala essa mulher”.

Se considerarmos que crescem as oportunidades da participação feminina nos diversos contextos da sociedade, isso significa que haverá cada vez mais mulheres falando, manifestando seu ponto de vista em diferentes assuntos, auxiliando ativamente da construção da sociedade moderna.

Vale a pena destacar os dados recentes do IBGE que consideram que o Brasil deverá, em 2020, contar com mais mulheres empregadas do que homens. Ao lado dessa elevação no volume da força de trabalho, estamos também acompanhando a evolução das mulheres em cargos de chefia com consequente surgimento de um novo estilo de liderança.

Apesar das evidências de progresso e do valor da atuação feminina no mercado de trabalho, os homens mais conservadores ainda colocam um olhar simplista e estereotipado sobre a atuação das mulheres. Para eles, o sexo oposto peca ao lançar o coração sobre tudo o que faz, acentuando a influência da emoção em suas manifestações, na fala eloqüente, em detrimento de uma lógica racional, objetiva e necessária, feita com maior habilidade pelo sexo masculino, segundo eles.

Já é tempo de superar essa tentativa de simplificação. Repare, por exemplo, nas rodas de discussão no ambiente de trabalho. Note como a maioria das mulheres possui a essência do entusiasmo ao sustentar suas opiniões, demonstrando estar bem informada e segura de seu poder pessoal. Ao contrário, muitos homens, na busca de um sentido prático para as coisas, acabam se envolvendo pouco em assuntos diferentes e recorrem a soluções conhecidas, Esse, sim, parece um comportamento simplista.

Estamos vivendo fases de grandes transformações e nossos conceitos devem ser constantemente reavaliados. Manter vivos antigos estereótipos pode limitar a percepção sobre as verdadeiras nuances do ser humano. As generalizações, sobre o sexo feminino ou masculino, normalmente não são inteligentes. Então, ao ouvir a expressão “como fala essa mulher” podemos usar o bom humor e, se necessário, sacar de nossa conhecida habilidade para “discutir a relação”. Eles vão adorar...

Sobre o Colunista

Marlene Ortega - marlene.ortega@ig.com.br - é pós-graduada em administração pela FGV-EAESP, diretora da Universo Qualidade e Presidente do Business Professional Women de São Paulo.

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    3 Comentários |

    Comente
    • Marcio | 10/02/2010 17:16

      Adoro mulher que fala muito! desde que tenha coerência naquilo que fala!
      Não compartilhos dessa idéia machista de "como fala essa mulher".
      E ha de convir muitas vezes quando ha esta reclamação, é porque o que a mulher fala, nao vale a pena ouvir!
      Acho que a mulher foi a maior revolução dos ultimos anos, e nao o telefone, internet ou tecnologia.Nada no mundo mudou ou evoluiu tanto quanto a mulher! e é uma pena

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    • vania | 28/01/2010 16:26

      Convenhamos, a grande maioria das mulheres falam demais.

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    • bruno nadur | 21/01/2010 16:39

      Não gostei so falo coisa ruim da gente !.. Nós homens também temos tempo para ver colunas femininas como está ..
      espero que da proxima vez faça uma elogiando a paciência masculina com a mulher..

      enfim mulheres nós te amamos

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