
Por meio da tecnologia, está nascendo uma nova sociedade colaborativa
Nada mais antigo e ao mesmo tempo atual do que o consumo colaborativo, que possibilita ter acesso a produtos e serviços sem a necessidade de comprá-los. Do carro dos seus sonhos para passear no fim de semana, a uma furadeira para finalmente instalar a prateleira do banheiro.
Quase esquecida por um tempo, a prática está sendo retomada. Por meio das redes digitais e da tecnologia da informação está nascendo uma nova sociedade colaborativa, numa escala sem precedentes.
Pela internet pode-se descobrir quem esteja disposto a alugar de máquinas, roupas e carros a trocar todo tipo de objeto pessoal em transações virtuais ou em feiras itinerantes. Também é possível fazer empréstimos temporários e doar objetos novos ou em desuso.
Até mesmo a rede social Facebook criou seu próprio sistema de trocas e consumo colaborativo, o INIO. O que não deixa de ser uma boa oportunidade para brechós e lojas de usados ampliar os negócios com um ala de produtos para consumo compartilhado.
A ideia, que tende a ganhar ainda mais força com a atual crise econômica, ainda colabora para o desenvolvimento de nossa consciência de que é preciso – e possível – consumir menos.
Confira algumas redes de compartilhamento de:
- carros
- espaços para trabalhar (coworking)
- carona
- produtos em geral
Como fazer parte do consumo colaborativo?
Pense de forma contemporânea. Seja um consumidor passivo e colaborador ativo. Compartilhar bens de consumo evita a produção de novos, reduzindo assim o impacto ambiental. Quando sentir a necessidade alguma coisa:
- veja se você já não tem algo que possa substituí-lo;
- crie uma maneira de conseguir emprestado de amigos ou familiares
- informe-se se é possível alugar
- se gostou da ideia, informe e divulgue seus objetos em desuso e compartilhe, empreste ou doe.
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Christian Ullmann - jbianchi@ig.com - Christian Ullmann é designer de produtos especialista em design para sustentabilidade. Sócio diretor da iT Projetos, tem trabalhos premiados na Itália, Argentina e Brasil