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Christian Ullmann

Sustentável é pensar no futuro

Christian Ullmann é designer de produtos especialista em design para sustentabilidade. Sócio diretor da iT Projetos, tem trabalhos premiados na Itália, Argentina e Brasil

A magia dos bonecos

As diferentes formas de criar bonecos artesanais estarão reunidas em Brasília

12/04/2011 15:56

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Foto: Divulgação

Camponesa em palha de milho do grupo As Marias, de Minas Gerais

Quem não lembra do seu boneco preferido da infância? De pano, madeira, metal, cerâmica, articulado, super-herói... simplesmente um boneco. Estas lembranças poderão ser revividas durante a 5ª Feira Internacional de Negócios do Artesanato (Finnar), a partir do dia 15 de abril, em Brasília. Nesta edição, o tema escolhido é “Bonecos do Mundo”.

E para não perder o espírito intantil a feira oferece, para crianças e adultos, oficinas de brinquedos populares com o artista plástico Zé Carlos, bonecas indígenas, apresentações do mamulengueiro Chico Simões, que dedica sua vida à arte dos bonecos e uma exposição com mais de 50 bonecos de teatro do Mestre Ednaldo do Ninho dos Artistas.

Para o artista plástico Ednaldo, o teatro de bonecos é uma das artes mais antigas do mundo e resgata a magia dos contos populares para crianças e adultos. “Os bonecos mostram a criança que a gente carrega no peito”.

E a produção artesanal dos quatro cantos do Brasil: de Cavalcante, em Goias, Genolino Malta trabalhando com cipós, de Bambaí, também em Goias, Anésia da Silva Marques, com capim-dourado, de Paraopeba, no estado de Minas Gerais o sucateiro e alquimista de metais Ramon Rocha. Também tem reaproveitando de madeira com Elsio Moriani, do Distrito Federal, de Patos de Minas, MG, as Marias Artesãs, que trabalham a palha de milho, algodão e capim. Do Vale de Jequitinhonha representações do Divino Espírito Santo, com fibra de bananeira e cabaças.

Leia mais: Artesanato, democracia e diversidade

Do Vale do Urucuia o Projeto “Artesanato de Tecelagem do Pólo Veredas” apresenta toda a tradição da tecelagem. Direto da cidade de Esperança, na Paraíba, Macambira e Querindina resgatam uma das marcas registradas da cultura nordestina e brasileira: a literatura de cordel. A Fundação Cultural do Mato Grosso do Sul apresenta uma diversidade de técnicas e materiais artesanais incluindo madeiras, barro, pele de peixe, osso de boi e bambus.

“O fazer artesanal representa a nossa história, reflete a fusão das diversas correntes migratórias que vieram para a construção do Brasil. A mescla de tradições, linguagens, conhecimentos, expressões e técnicas formam a cultura material brasileira. Olhar o passado para corrigir e construir o presente, na perspectiva do futuro, foi um dos grandes ensinamentos que o artesanato nos propicia”, diz a consultora Malba Aguiar, especialista em manifestações populares e Produção Artesanal.


Serviço:

Finnar

15 a 24 de abril
Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Brasília, DF
Entrada Franca


 




 

Sobre o articulista

Christian Ullmann - jbianchi@ig.com - Christian Ullmann é designer de produtos especialista em design para sustentabilidade. Sócio diretor da iT Projetos, tem trabalhos premiados na Itália, Argentina e Brasil

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