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Christian Ullmann

Sustentável é pensar no futuro

Christian Ullmann é designer de produtos especialista em design para sustentabilidade. Sócio diretor da iT Projetos, tem trabalhos premiados na Itália, Argentina e Brasil

À luz da economia e da sustentabilidade

Lâmpadas fluorescentes compactas significam economia de energia, mas exigem cuidados na hora do descarte

22/02/2011 15:56

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Foto: Divulgação

O modelo Mini-Lynx espiral, da Sylvania, pode durar até 8 mil horas

Há mais de 10 anos vemos em lojas de iluminação, materiais de construção e hipermercados as lâmpadas fluorescentes compactas, que ficaram famosas pela grande economia de energia elétrica e pela vida útil até seis vezes maior do que as tradicionais incandescentes.

Mês passado fui à Santa Ifigênia, rua comercial no centro São Paulo, especializada em componentes eletroeletrônicos e iluminação, e o baixo custo dessas lâmpadas chamou minha atenção, pois, até pouco tempo, além de famosas pelo menor consumo de energia, as fluorescentes também eram conhecidas pelo alto custo. Porém, hoje podemos encontrar modelos com preços similares aos das lâmpadas incandescentes, se consideramos a vida útil de cada uma.

As fluorescentes compactas têm como grande benefício o menor consumo de energia. Isso representa menor gasto com a conta de luz no fim do mês e a possibilidade de mais pessoas terem acesso à energia em todo o Brasil.

Porém, todos estes benefícios têm como contrapartida os cuidados que temos de ter no momento de descartar estas lâmpadas. Assim como as fluorescentes em tubo, as fluorescentes compactas contêm vapor de mercúrio em seu interior, substância tóxica nociva ao ser humano e ao meio ambiente. Se uma lâmpada é quebrada, o vapor de mercúrio é liberado, contaminando e causando danos muito prejudiciais ao meio ambiente.

Por este motivo é tão importante encaminhar este tipo de lâmpada para reciclagem, onde são desmontadas e têm todos os componentes separados. Mais uma vez, a atitude do cidadão faz diferença. O descarte acarreta em uma tarefa extra para encontrar os postos de entrega voluntária (PEVs) ou locais de entrega das lâmpadas usadas. Sem falar do valor cobrado por unidade - aproximadamente R$ 0.90 -, uma vez que os resíduos gerados no processo geram pouco resultado financeiro quando comercializados, de acordo com a recicladora Tramppo.

Porém, algumas redes nacionais de materiais para construção, como a Leroy Merlin,
já têm ponto de coleta sem custo de reciclagem. Para saber sobre outros pontos de coleta, pergunte ao atendente da loja onde comprou a lâmpada.

Foto: Divulgação

Lâmpadas fluorescentes compactas dupla, tripla e espiral, da GE

 

Tipos e cuidados
Hoje, o mercado oferece grande variedade de modelos e temperaturas de luz, atendendo a todo tipo de uso. São elas:

- Luz amarela (2.700º K): indicada para ambientes aconchegantes e acolhedores, tais como salas de estar, quartos e salas de jantar.
- Luz branca (4.000º K): indicada para ambientes dinâmicos, tais como cozinhas, corredores e escritórios.
- Luz superbranca (6.500º K): indicada para ambientes vibrantes, tais como banheiros, áreas de serviço e salas de estudo e leitura.

Segundo Reginaldo Medeiros, especificador técnico da Sylvania, as grandes mudanças de tensão podem diminuir a iluminação das lâmpadas, pois elas trabalham dentro de uma faixa admissível de tensão. Se essa faixa ficar acima ou abaixo do esperado, a lâmpada apresentará problemas quanto ao seu funcionamento.

“Para se ter longa vida útil, essas lâmpadas necessitam trabalhar dentro da tensão de rede estipulada pelo fabricante e os números de acendimento devem ser reduzidos, pois quanto mais acionamos as lâmpadas, menor será sua vida útil. Também ambientes que possuem altas temperaturas, prejudicam a vida do produto”, afirma o técnico.

 

 

 

 

 

Sobre o articulista

Christian Ullmann - jbianchi@ig.com - Christian Ullmann é designer de produtos especialista em design para sustentabilidade. Sócio diretor da iT Projetos, tem trabalhos premiados na Itália, Argentina e Brasil

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