Cansada de passar vergonha com as birras e os showzinhos que o seu filho dá em plena rua? Saiba o que fazer para manter o controle ¿ tanto o seu quanto o dele!

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Acordo Ortográfico

Basta ouvir um não e a performance logo começa: arranca a roupa, grita, chora, se joga no chão. Você morre de vergonha e nunca sabe o que fazer. Será que é só o seu filho que faz isso? As famosas crises de birra são comuns e consideradas naturais entre 18 a 36 meses, explica Patrícia Spada, psicóloga e especialista em Psicologia da Infância pela UNIFESP.

O que fazer?

Apesar de ser tão pequenininha, a criança usa das manhas para controlar os pais e tudo o que está ao redor. Amanda S. Tavares, de 2 anos e meio, arremessava a mamadeira a metros de distância sempre que queria mais. Se eu cedesse, ela tomaria umas 6 sem parar. E era só eu dizer não que quase tomava uma mamadeirada na cabeça, conta a dona de casa Ana Silvia Tavares.

Os pequenos parecem não desistir nunca. A ideia é vencer pelo cansaço: uma batalha que, de certa forma, foi permitida começar. As crianças que se utilizam deste artifício parecem ter sido ¿ de alguma forma ¿ liberadas pelos pais para agirem assim, que por mais bem intencionados que sejam, acabam não sabendo como agir. Desta forma, por mais que se esforcem e tentem variar as maneiras de lidar com a situação, não conseguem mudá-la, comenta Spada.

As necessidades

Antes de se descabelar com os surtos dos filhos, é super importante que o relacionamento de vocês seja sempre com muita conversa. O que parece ser um chilique dispensável pode ser uma dor, fome, angústia ou vontade de dizer alguma coisa para você. Reconhecer a singularidade da vida e do mundo do seu filho e ouvir o que ele tem a dizer é um caminho fundamental para eliminar as birras.

É muito importante que os pais estejam atentos aos sinais que o filho lhes dá em relação à forma como vê o mundo, como se sente e como responde aos limites que ¿ senão os pais ¿ a própria vida lhe colocará. Compreender o que a criança precisa é de fundamental importância para o bom andamento da situação, lembra a especialista.

Tapinha dói, sim

Recorrer à velha palmada não é o caminho. Ok, chegar em casa depois de horas no trânsito e de um chefe rabugento ter atormentado sua vida é um prato cheio para não conseguir suportar chiliques infantis e passar horas em um diálogo explicativo. Mas usar da força física é assumir o descontrole da situação e mostrar que você realmente não segura a onda. A gente sempre bate quando perde o controle e isso é mais ligado aos próprios pais do que com o que realmente está acontecendo, explica a psicanalista infantil e terapeuta familiar Anne Lise Scappaticci.

E também não adianta encher a criança de punições e privações excessivas. Ela pode, de fato, não compreender o porquê disto, o que não ajudará em seu processo educacional, explica Spada.

Lugares públicos

Restaurante lotado, os amigos do trabalho reunidos e seu filho começa a se atirar no chão feito louco porque você não deixou ele tomar mais um sorvete. Nessas horas bate logo uma vontade enorme de abrir um buraco no chão e se jogar dentro, de tanta vergonha.

A ceninha é realmente constrangedora, mas aguente firme e não saia do restaurante. É ideal conversar com calma e mostrar com segurança que não toleram esse tipo de ação. E a especialista reforça: quando o show mirim entra em ação, vale conversar e - inevitavelmente ¿ aguentar firme, pois é mais importante que se privilegie a educação da criança do que a imagem que os outros podem fazer dos pais.

Ignorar a situação, fazer chantagem ou sair de perto só aumenta o nervosismo da criança e o estresse da situação. Vale lembrar que vocês não estão em um embate de forças e numa disputa de quem tem razão. A questão é ajudar a criança a suportar a frustração de que nem tudo é do jeito que ela espera, lembra Scappaticci.

E muito cuidado quando for repreender o seu filho: fale baixo, com calma e explique com clareza o motivo da bronca que ele está tomando e por que você não vai permitir esse tipo de situação. Nada de gritarias e grosserias. Porque aí quem pode estar causando um chilique homérico é você. Viu com quem ele aprende?

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