Algumas preferem trabalhar sob o comando dos marmanjos e ficar de fora da competição entre quem fica em cima do salto. Outras preferem um ambiente completamente delas. Afinal, existe mesmo alguma preferência? O que será melhor: chefe homem ou mulher?

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Poucas mulheres ocupam o cargo de chefia nas grandes empresas. São minoria e, para muitas profissionais, tudo continuará assim. Pesquisa realizada pela Universidade de Brasília mostra que 85% das representantes do sexo feminino preferem ser lideradas por homens (quando o assunto é trabalho, claro). O que os homens acham disso? 95% deles também concordam com a escolha.

Elas dizem

A administradora de empresas Ana Clara Magalhães, 34, trabalhou por 5 anos em uma multinacional e passou todo esse período sob o comando de uma poderosa. A convivência não foi fácil. Achei que seria muito melhor ser comandada por alguém que entende o mundo feminino. Mas a competitividade era super agressiva. Além dos assuntos de trabalho, competíamos em tudo: roupa, peso, namorados, viagens. Era sempre um ringue, lembra ela.

A assombrosa cultura machista tem lá a sua culpa. Mulheres sempre foram encaradas como incompetentes, frágeis e burras. Para mostrar que nada disso fazia sentido, muitas delas resolveram ter a mão de ferro e o pulso firme. E a probabilidade de soar como exagero era grande demais. Chefe mulher tem mais dificuldade para se impor e tem de se mostrar muito preparada e com conhecimento acima dos subordinados. O subordinado vê com desconfiança o conhecimento da chefe e isso facilita uma contestação, explica Lino Resende, especialista em Comunicação Empresarial e Mestre em História Política.

Eles dizem

O economista Paulo Moraes, 38, teve boas experiências com chefes mulheres. Mas, se pudesse escolher, seria sempre comandado por homens. Elas são 8 ou 80. Algumas eram emotivas demais, outras duronas. Parece que sentiam dificuldade em liderar uma equipe. Uma fala mais grosseira podia ser motivo de chateação para elas ou motivo de demissão para a gente, os cuecas do escritório, comenta Moraes.

O preconceito já enraizado na grande maioria da população bloqueia o olhar do empregado para o empregador. A impressão, de início, é que as mulheres são menos competentes que os homens. E é isso que pode levar o subordinado à contestação ou ao não acatamento de uma orientação. Por isso a necessidade das mulheres demonstrarem, mais do que os homens, sua competência, explica o especialista.

A presença de mulheres nos cargos de liderança aumenta a cada dia, mas ainda é pequeninha se comparada aos homens. E isso traz características fortes na sua atuação. Ainda há machismo. E ainda há prevalência dos homens. Daí, a maior dificuldade das mulheres, conta Lino Rezende.

Ponto de vista

Mas será que essa preferência também não depende do que cada empregado espera do seu chefe? Não vejo a questão como sendo de pontos negativos ou positivos de cada um, mas da forma de abordagem que homens e mulheres têm. As mulheres são mais detalhistas e negociadoras. Os homens são mais diretos e autoritários, comenta Lino.

O importante é fugir um pouco das comparações e entender as diferenças. Homens e mulheres não são iguais e isso só tem que trazer benefícios ¿ tanto para quem comanda como para quem é comandado.

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