Enquanto tem esse nome, não! Confira o que as punições podem acarretar na formação da personalidade dos seus filhos

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O castigo ¿ com esse nome ¿ nunca educa, principalmente quando deixa a criança ou o adolescente isento da responsabilidade sobre o ato que o provocou, explica a psicóloga e terapeuta familiar Eliana Moreira, que dá a sua opinião sobre as punições mais comuns do mundo familiar.

Privações
Se depois de uma travessura você costuma deixar os seus filhos alguns dias sem internet, dois sábados sem sair ou uma semana sem televisão, saiba que as privações até podem ajudar na educação, desde que tenham bastante clareza de objetivo e não fiquem banalizadas, detalha a psicóloga. Ou seja, os castigos longos ou muito repetidos perdem o efeito. Então, tão importante quanto deixar o pequeno rebelde sem algo que ele preza é explicá-lo por que isso está acontecendo.

Corte de custos
Ao invés de deixar o filho sem a mesada, é interessante direcionar a quantia de dinheiro para solucionar o problema que ele causou, caso isso seja possível, ensina Eliana. Se o seu rebento depredou um bem público ou privado (como as dependências da escola, por exemplo), quebrou o material escolar do colega ou fez qualquer outra coisa que possa ser reparada com dinheiro, mostre-o o valor do montante e ensine que ele vai ficar sem a mesada ou algo que o dinheiro pode comprar (um presente, talvez) para reparar o estrago que fez. Funciona mais do que privá-lo de outras coisas, como a televisão ou as saídas, esclarece a terapeuta.

Momento de reflexão
Quem nunca mandou o pequeno para o quarto ou para um canto para que pensasse no que fez? Segundo Eliana Moreira, a medida é um desastre, pois a criança associa o pensar a algo terrível, já que é isso que ela deve fazer depois da bronca... E quanto menor a criança, menos funciona. No lugar de mandar parar pra pensar, no caso dos menores, o ideal é privá-los de movimento e ter diálogos rápidos e objetivos. Dizer vamos sentar e conversar quando ele está agitado é melhor do que mandá-lo pensar sozinho; afinal, nada acontece fora de uma relação e é preciso estar junto para educar, diz. É o mesmo caso do professor que manda o aluno para fora da sala de aula quando ele fala ou bagunça demais ¿ não adianta, pois o problema não será resolvido no pátio da escola.

Trabalhos domésticos
Lavar a louça, tirar o lixo, cuidar das dependências da casa e outras tarefas que podem ser executadas pelos filhos não deveriam jamais ser castigos, mas sim tarefas cotidianas. Portanto, se você ameaça os seus filhos com esses serviços caso eles saiam da linha, deve rever todos os seus argumentos. A geração que tem à disposição babás e empregadas domésticas está desacostumada até a arrumar a própria cama enquanto isso deveria ser básico, analisa a terapeuta. Lembre-se que é preciso ficar claro para os filhos quais são os limites daquela família e que todo mundo deve conhecer os seus direitos e deveres, responsabilidades, negociar prazos e tarefas. Lembre-se que as situações cotidianas formam o adulto de amanhã.

Repreensão pública
Algumas mães não conseguem evitar a bronca na frente dos amigos ou de outros conhecidos por puro nervosismo, enquanto outras aderem ao método como forma de punição ¿ o que é errado. Para Eliana, a briga pública só expõe o filho da pior maneira possível. Quando ele entra na adolescência a atitude é muito pior, pois a fase é de auto-afirmação, então você apenas deixará o jovem confuso e revoltado.

Palmadas
Não devemos bater nas crianças, afinal o adulto é maior do que o agredido e depois vai dizer que o filho não pode fazer o mesmo com os colegas. A palmada é muito contraditória e confunde, um argumento que os pais usam na falta de outros melhores, defende a terapeuta. O que deve existir no lugar da violência física são hábitos que educam para uma convivência social e, principalmente, bons exemplos. Além de ouvir bastante os seus deveres e como precisa se comportar, a criança e o adolescente precisam vivenciar o que os seus pais impõem. Por exemplo, a mãe diz que o pequeno deve ler, mas se ninguém lê nem um livro em casa, vai ficar bem difícil, finaliza.

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