Fim da produção de lâmpadas incandescentes não exigirá troca de soquetes

Para a redução de energia, todas as lâmpadas incandescentes serão proibidas
Divulgação
Para a redução de energia, todas as lâmpadas incandescentes serão proibidas
O Ministério de Minas e Energia (MME) já avisou: até 2016, todas as lâmpadas incandescentes terão que ser retiradas do mercado. Medida tomada para reduzir o consumo de energia elétrica no País. “Esse tipo de lâmpada tem mais de 100 anos e gasta cinco vezes mais que as modernas”, diz Carlo Alexandre Pires, coordenador geral de eficiência energética do MME.

Apesar da mudança, nada precisará ser modificado dentro de casa, uma vez que as lâmpadas que poderão substituir a incandescente – como as fluorescentes compactas, as alógenas e a led -, já possuem a mesma base padrão de encaixe (E27).

Anualmente, no Brasil, são vendidas 100 milhões de lâmpadas fluorescentes, contra 300 milhões de incandescentes. O que significa que 70% da população ainda tem, pelo menos, uma lâmpada deste tipo em casa, apesar de seu maior gasto energético.

Além disso, de acordo com Isac Roizenblatt, diretor técnico da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), o baixo preço das lâmpadas incandescentes é uma ilusão, uma vez que possuem vida útil de três a dez vezes menor que as fluorescentes compactas. A duração pode ser até 50 vezes maior no caso das Leds.

Com a medida – já adotada em países como Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Colômbia, Austrália e Argentina, como lembra José Fernando Mendes, do programa de eficiência energética da Philips –, em 2030, o Brasil deverá obter uma economia de cerca de 10 terawatts-hora (TWH/ano). Valor equivalente a mais do que o dobro do obtido com o Selo Procel, que indica os produtos com melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria.

Fontes:
Osram

Philips

Sylvania

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