Micro-ondas para todos os bolsos

Decididas a aumentar a popularidade do eletrodoméstico, marcas investem pesado em tecnologia e design

Livia Valim, especial para o iG São Paulo | 05/01/2010 14:21

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Sessenta anos depois da invenção do primeiro forno de micro-ondas e 25 anos após sua entrada nos lares brasileiros, o eletrodoméstico ainda está longe de ser o preferido da população. Segundo Daniel Silveira, supervisor de marketing da Electrolux, enquanto o fogão está em 99% das casas do País, o micro-ondas aparece em menos de 30%, com maior concentração nas classes A e B (53%).

Mas isso não acontece por falta de investimento das principais marcas. Há tempos os alimentos já não saem pálidos de dentro do aparelho, que hoje também funciona como forno elétrico, tem função grill – que promete a tão desejada crocância – e sensor de detecção de umidade dos alimentos. Tudo isso com consumo de energia reduzido e integrado perfeitamente à decoração da cozinha.

“O micro-ondas pode ser um grande aliado para quem deseja uma alimentação saudável, mas não tem tempo de dedicar-se ao forno e fogão”, afirma a gerente de produto da Electrolux, Alessandra Couto. Difícil é convencer o grande público de que o micro-ondas faz mais do que descongelar alimentos, estourar pipoca e auxiliar no preparo rápido de brigadeiro.

Preço e facilidades são decisivos

O gerente de produtos da LG, Fred Seixas, divide o perfil dos consumidores em duas categorias: aqueles que compram guiados pelos preços baixos – e não devem sair das funções esquentar e descongelar – e os que buscam maior número de facilidades na cozinha e estão dispostos a pagar por isso. “Para estes, já existem aparelhos que cozinham, assam e grelham”, diz Seixas.

O desafio da indústria para mudar a mentalidade do consumidor ainda é grande, mas espera-se que, no futuro, o segundo grupo de consumidores citados cresça, atraído principalmente pela economia no tempo de preparo. Afinal, tempo é uma coisa que o consumidor moderno tem cada vez menos.

“Na Electrolux, esta baixa penetração nos lares brasileiros é interpretada como grande oportunidade de negócio devido ao alto potencial de crescimento,” diz Silveira. Ele revela que os investimentos estão no mesmo patamar do de refrigeradores, lavadoras e fogões.

Seja qual for o perfil, o analista de produtos da Panasonic, Luciano Valio, garante que alguns fatores são comuns na hora de decidir a compra: “redução do consumo de energia, melhor aproveitamento interno, funções que possibilitam o preparo rápido e ótimo resultado no sabor das receitas”.

Confira abaixo alguns dos produtos disponíveis no mercado.