Morar em prédios requer regras e atitudes simples para preservar a boa convivência entre vizinhos

Faça valer a pena a máxima: “o meu direito começa onde termina o seu”
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Faça valer a pena a máxima: “o meu direito começa onde termina o seu”
Uma estimativa do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi) indica que, só no Estado de São Paulo, há aproximadamente 60 mil condomínios. Se o número já é impressionante por si só, imagine a quantidade de pessoas que vivem – e convivem - nesses condomínios. E é justamente nessa convivência que podem surgir alguns atritos.

“Para viver em condomínio, você tem que abrir mão de algumas coisas”, afirma Hubert Gebara, diretor da administradora de condomínios que leva seu nome. De acordo com ele, todos os condomínios têm, além da convenção, o regulamento interno, que indica, por exemplo, como as áreas comuns devem ser usadas. Porém, muitos condôminos desconhecem ou simplesmente ignoram essas regras.

Por isso, saber fazer uso da máxima “o meu direito começa onde termina o seu” nunca foi tão necessário para quem precisa aprender a conviver com vizinhos. Para piorar, segundo o gerente de condomínios Luiz Eduardo Toledo de Carvalho, a qualidade das construções diminuiu, o que fez com que o barulho se tornasse um dos campeões na lista de reclamações.

Além do barulho, o advogado Michel Rosenthal Wagner, especializado em direito imobiliário, lembra outras causas de discórdia entre condôminos. “Cano, cachorro, carro e criança, o que pode ser entendido como comportamento infantil mesmo”. Estão inclusos nesse comportamento ações como urinar na escada ou usar drogas em áreas comuns do prédios.

Diálogo e boa educação

Mais do que regras de etiqueta, gentileza, honestidade e ponderação garantem um bom convívio social. Independentemente de qual for a situação de desconforto dentro do condomínio, o segredo para solucioná-lo começa, na maioria das vezes, com o diálogo. “Converse, pondere e faça acordos”, aconselha a consultora de etiqueta Lígia Marques.

Outras pequenas atitudes também garantem um dia-a-dia mais harmonioso. “Se arranhar a porta do carro do vizinho, deixe um cartão com seus contatos”, indica a consultora de etiqueta Sofia Rossi.

No caso de crianças bagunceiras ou barulho em excesso, pode-se reclamar, mas com delicadeza e educação. “Não tente impor limites à força ou educar o filho dos outros, mas mostre que a atitute está incomodando”, afirma Sofia. Se for preciso, leve a reclamação ao síndico, que deverá conversar com as duas partes em busca e um acordo amigável.

Bom senso nas áreas comuns

A piscina é um capítulo a parte. “Ali não é lugar de correr ou dar saltos que molhem todos que estão em volta”, diz a consultora, para quem levar animais de estimação ou entrar na água com bronzeador chega a ser deselegante.

No caso de festas em salão ou churrasqueiras, o bom senso é palavra de ordem tanto para convidados quanto para os vizinhos que, por ventura, queiram participar da comemoração. “A pessoa que está recebendo tem seus convidados e os vizinhos só devem aparecer se forem chamados”, diz Lígia Marques. Ela lembra ainda que, nesses espaços, regras de limpeza e horário para o término da festa precisam ser respeitados.

Serviço

Grupo Hubert
Tel: (11) 3146.3900

Ligia Marques, consultora de etiquet a
Tel: (11) 5044.9131

MRW Advogados
Tel/ Fax: (11) 3819.8100

Sofia Rossi
Tel: (61) 9641. 9933


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