Saiba quais são os sinais de que há algo errado com a instalação elétrica e como resolver esse problema

Realize manutenções nos disjuntores a cada dez anos ou quando notar algum problema
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Realize manutenções nos disjuntores a cada dez anos ou quando notar algum problema
Falhas no sistema hidráulico, por exemplo, são visíveis, pois ocorrem vazamentos ou infiltrações, mas, no caso de danos elétricos, às vezes não é possível notar o que está por vir. O morador só percebe que há algo errado quando começam a ocorrer os desarmes de disjuntores ou algo mais grave, como um curto-circuito.

Segundo Nelson Volyk, gerente de engenharia e qualidade da Sil, fabricante de fios e cabos elétricos, prestar atenção na conta de luz é uma maneira de evitar panes. “Para verificar se há fuga de corrente elétrica em sua residência, basta fazer o acompanhamento da conta de energia e checar se houve aumento repentino do consumo. Outra alternativa é comparar a sua conta com a de vizinhos que tenham hábitos semelhantes.”

O morador também pode realizar um teste básico: apagar todas as lâmpadas e desligar os aparelhos que estão conectados a tomadas, como geladeiras, TV, DVD, etc e conferir se o medidor de energia continua registrando o consumo de eletricidade. Se a resposta for positiva,há fuga em algum ponto da instalação.

O que fazer?

Os profissionais aconselham realizar manutenções a cada dez anos ou, quando nota-se algum problema. “Nesse caso, peça para que um especialista em elétrica faça uma vistoria e tome as providências necessárias. Em hipótese alguma esse trabalho deve ser executado por alguém sem qualificações técnicas”, orienta Luis Alberto Kedikian, engenheiro eletricista e diretor da empresa Electraked.

Atualmente, os projetos de instalação elétrica de baixa tensão, no Brasil, devem seguir as especificações da NBR 5410 (sobre Instalações Elétricas de Baixa Tensão), uma norma técnica da ABNT, que traz informações como capacidade de transmissão de energia dos condutores; seção mínima dos condutores para o circuito de iluminação e de tomadas; padronização de cores; utilização do disjuntor, do dispositivo DR que reduz o risco dos choques; e quantidade máxima de condutores nos eletrodutos. “Ao seguir as orientações da norma, evita-se problemas como choque elétrico, curto-circuito, aquecimentos indesejáveis e desperdício ou falta de energia causada por falhas de projeto”, afirma o engenheiro da Sil.
Adeque a instalação a suas necessidades.

Além disso, se o morador mudou seus hábitos e aumentou o consumo de energia, é recomendável que reforme o sistema elétrico. “O especialista contratado verificará a potência do apartamento, as condições da instalação e se suporta os equipamentos instalados. Somente um técnico poderá fazer as medições e distribuir corretamente os pontos de energia”, diz Luiz Antônio Cosenza, o vice-presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), do Rio de Janeiro (RJ).

Portanto, é imprescindível contratar mão de obra qualificada, que analisará as necessidades e fará as mudanças. “Mesmo para projetos considerados pequenos, a presença de um projetista é indispensável para o correto dimensionamento dos circuitos, e um eletricista para sua execução. Reformar uma instalação antiga não é gasto, é garantia de segurança”, conclui Volyk.

Serviço:

Sil
Rua Barão de Penedo, 319 – Guarulhos (SP)
Tel: (11) 3377-3333

Crea Rio de Janeiro
Rua Buenos Aires, 40 - Rio de Janeiro (RJ)
Tel: (21) 2179-2007

Electraked
Rua Caravelas, 507 - São Paulo (SP)
Tel: (11) 5082-4927

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