Apesar do tamanho, esses pequenos insetos podem causar grandes estragos se não forem eliminados a tempo

Nos dias mais quentes, use telas nas janelas para evitar a entrada dos siriris
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Nos dias mais quentes, use telas nas janelas para evitar a entrada dos siriris
Os meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março são os preferidos dos cupins. “As populações de insetos, em geral, aumentam no verão em função da elevação da temperatura e aumento da umidade”, explica o biólogo e vice-presidente executivo da APRAG (Associação dos Controladores de Pragas Urbanas), Sérgio Bocalini.

“É a chamada época da revoada, quando a colônia se dispersa e aparecem os chamados siriris em casa”, explica o engenheiro agrônomo da Termitek Engenharia e Consultoria em Controle de Pragas, Gabriel Ferrari.


No mundo, são conhecidas cerca de 2.750 espécies diferentes de cupim e, no Brasil, já foram catalogadas cerca de 280 delas. Apesar da grande variedade, todas têm algo em comum, todas se alimentam de celulose. Ou seja, onde tem madeira, muito provavelmente, um cupim poderá acabar se instalando.

Com esse aumento natural no número de cupins, é importante tentar evitar a entrada deles em casa, quando eles ainda têm asas, pois depois que eles as perderem o caminho natural é que busquem formar uma nova colônia de cupins. “Mas é claro que nem todas as colônias vingam, o que acontece apenas a um número muito pequeno de cupins”, tranquiliza Ferrari.

Como evitar e identificar

De acordo com Bocalini, o uso de telas nas janelas e a limpeza e organização dos ambientes são armas eficientes para não permitir a entrada dos insetos. Mas se mesmo com essas medidas, começarem a aparecer “caminhos” pelas paredes e pisos, ou um pozinho fino começar a se acumular próximo a móveis, é hora de procurar ajuda.

O pesquisador da Unidade Laboratorial de Referência em Pragas Urbanas do Instituto Biológico, João Justi Júnior recomenda conhecer um pouco dos hábitos dos cupins para poder identificar se, de fato, eles já estão instalados nos móveis, e então partir para o controle da praga. “Os cupins não gostam de luz. Então deve-se buscar por madeiras aparentemente intactas, mas que estejam ocas.”

Ajuda profissional

Em áreas urbanas, os mais comuns são os cupins coptotermes e heterotermes, que se alimentam de madeira seca
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Em áreas urbanas, os mais comuns são os cupins coptotermes e heterotermes, que se alimentam de madeira seca
O engenheiro agrônomo Gabriel Ferrari conta que há dois gêneros de cupim, o coptotermes e o heterotermes, que são comuns nas áreas urbanas e se alimentam com muita rapidez principalmente de madeira seca.

Apesar de existirem alguns inseticidas que ajudam a eliminar os cupins por conta própria, para exterminar desse tipo mais agressivo, Ferrari recomenda procurar ajuda profissional. “Às vezes a colônia fica no solo ou muito interno nos móveis e batentes e é difícil localizar.”

Acerte na madeira

Apesar do muitas vezes, o estrago ser grande, os cupins não oferecem riscos às casas de alvenaria. “Os insetos não trazem danos estruturais a edificações”, garante o pesquisador João Justi Junior.
De acordo com Gabriel Ferrari, apenas no caso de casas de madeira, com telhado de madeira, ou ainda aquelas feitas com estuque, podem ocorrer acidentes.

Por isso, vale a pena investir em madeiras mais duras como a aroeira, peroba e ipê. “O cupim sempre vai no que é mais fácil. Madeiras brancas são mais moles e ele vai atacá-las primeiro”, explica Ferrari.

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