Saiba como ter quadros, gravuras e fotografias de artistas famosos em casa

Frequentar exposições e museus é um treino para começar a colecionar arte
Divulgação
Frequentar exposições e museus é um treino para começar a colecionar arte
Decorar a casa com obras de arte sempre pareceu ser algo inacessível para meros mortais. Mas eventos como a SP Arte – Feira Internacional de Arte de São Paulo – que acontece até 2 de maio no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, na capital paulista, estão começando a quebrar esse paradigma.

“Atualmente, o mercado é democrático e acessível. É preciso perder o constrangimento, entrar nas galerias, observar muito e perguntar sobre tudo”, afirma o designer e colecionador José Marton. Segundo ele, há mais obras com valores acessíveis do que se pensa. “Para começar, não é preciso comprar a peça mais cara do artista. Existem gravuras e desenhos que cabem no bolso de qualquer público, basta ter paciência e bom senso para escolher”, indica.

Porém, antes de sair à procura das peças para compor o acervo é fundamental frequentar exposições e museus. “É um treinamento visual e uma oportunidade de encontrar pessoas do universo das artes e criar relacionamentos intensos”, diz Fernanda Feitosa, organizadora da SP Arte.

Credibilidade e autenticidade

O próximo passo na hora de comprar uma obra é procurar galerias com credibilidade e boas referências. “Para não transformar seu investimento em prejuízo, consulte profissionais da área, verifique se a galeria é reconhecida no mercado e se participa de feiras e exposições” diz Antonio Almeida, sócio da galeria Almeida & Dale.

O alerta é fundamental uma vez que, infelizmente, existem muitas falsificações no mercado de arte. “O problema acontece principalmente com obras de artistas consagrados. Por isso é necessário verificar a autenticidade com profissionais capacitados para avaliar as técnicas, a tela e as pinceladas”, completa.

Gosto pessoal também conta

A identificação do colecionador com a obra também é uma característica fundamental para a composição do acervo. “Não adianta sair por aí comprando tudo. É preciso gostar do que viu, é o seu querer que deve ser levado em consideração”, diz Marton.

Porém, se você aprecia, mas não se sente seguro no momento de comprar as obras, vale pedir a ajuda de especialistas. “A dica é encontrar um bom procurador. Ele pode te orientar a negociar e a escolher”, diz Almeida “Mas não esqueça de contratar aqueles com referência no mercado”, completa.

Outra alternativa para orientar o novo comprador é mergulhar no mundo das artes e começar a estudar o assunto. “Procure um bom curso. O conhecimento te ajudará a escolher as obras”, sugere Marton.


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.