Pensar na quantidade de refeições e em quesitos como potência e manutenção dos produtos é fundamental na hora de escolher

Escolher um fogão e fornos adequado para a cozinha vai muito além da simples análise da beleza. O eletrodoméstico precisa atender às necessidades do trabalho diário na cozinha e oferecer suporte em quesitos como potência, temperatura e limpeza. “Investigue na hora da compra. Para quem cozinha muitas refeições, é melhor adquirir um modelo com função tripla chama (recurso que transmite mais calor aos alimentos) do que apostar em queimadores grandes”, afirma Carlos Fleischfresser, gerente de marketing da Lofra Sud América.

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A escolha do fogão ideal envolve desvendar mistérios como o real poder da função tripla chama
Divulgação
A escolha do fogão ideal envolve desvendar mistérios como o real poder da função tripla chama

O estilo de vida dos moradores interfere ainda no tamanho do eletrodoméstico . Famílias com mais de quatro pessoas e que gostem de receber convidados podem exigir grandes refeições – e panelas. “Neste caso, o indicado são modelos que contam com cinco queimadores em mesas de 70 cm ou 90 cm de largura, o que confere mais conforto e facilidade, permitindo a utilização de uma panela grande sem impossibilitar o uso de outros queimadores”, afirma Fleischfresser.

Para quem optou por ter o forno separado do fogão, aqueles com tecnologia de convecção garantem assados mais regulares e uniformes. Isso porque o processo homogeniza a temperatura do forno, traz maior ventilação aquecida e possibilita mais uniformidade. Além disso, há vantagem na redução do tempo de preparo: entre 20% e 25%.

As prateleiras do forno também devem ser investigadas antes da compra, já que o preparo dos alimentos exige flexibilidade deste acessório. Por isso, adquirir eletrodomésticos com prateleiras fixas pode não ser um bom negócio. Outra questão importante é observar o tipo de corrediça. Os modelos mais seguros são aqueles com a chamada “corrediça telescópica” – um sistema de rolamento que garante suavidade ao deslizamento da prateleira e término para cima.

Pensar no quesito manutenção é mais um fator decisivo. A limpeza se torna mais fácil em acabamentos lisos, esmaltes antiaderentes e aço inox.

Cooktop sem mistério

Quando o assunto é cooktop, é preciso entender os diferentes tipos de aquecimento (gás, eletricidade ou indução). O primeiro modelo é ideal para residências que já possuem com instalação de gás pronta, com a vantagem de que o juste de calor é conseguido por meio da intensidade da chama. Potência que, no cooktop elétrico, no qual o calor pode vir por meio de indução ou chama, ajusta-se por controle eletrônico. “Esta opção tem superfícies planas e sem ranhuras, sendo mais fácil de limpar. A dificuldade acontece na regulagem. Outro ponto importante é que sua maior potência é mais baixa do que o modelo a gás”, afirma o gerente.

Por outro lado, o modelo elétrico por indução é mais seguro que os demais e apresenta a vantagem de direcionar o calor exclusivamente para o alimento. O problema é que o sistema consome mais energia do que os demais e requer panelas de aço ou ferro com fundo plano. “O processo de indução funciona por meio do aquecimento por campo magnético. Outras panelas (como as de vidro, cobre ou inox) não conseguem pegar a corrente magnética e aquecer o alimento”, afirma Renata Leão, gerente de engenharia de serviço da Whirlpool.


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