Consultoras em etiqueta dão dicas para que a sua convivência com quem mora ao lado se torne mais agradável

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Imagine chegar em casa e se deparar com vizinhas barraqueiras trocando insultos? Ou quem sabe você tenha mais sorte e encontre o amor da sua vida na vizinhança? Conheça experiências reais de relacionamento entre vizinhos e fique de olho nas dicas das consultoras em etiqueta para que a sua convivência com quem mora ao lado se torne mais agradável.

Viver em condomínios ou edifícios pode ser seguro, mas também pode virar um problema quando as pessoas se esquecem das pequenas gentilezas e regras de convivência. Devemos sempre lembrar que não estamos sozinhos e, por isso, é bom avaliar se aquilo que estamos fazendo pode desagradar o outro. Uma forma é nos colocarmos no lugar das pessoas, isso me incomodaria?, explica Ligia Marques, consultora em etiqueta e marketing pessoal.

Você não precisa ser o melhor amigo do seu vizinho, mas educação e respeito são fundamentais para um relacionamento harmonioso. Cumprimente-o quando encontrá-lo no elevador ou na rua; respeite as vagas de garagem; evite barulhos de madrugada como os de descargas, salto alto, gritos e som, aconselha Gianine Luiza, consultora em etiqueta. Para quem gosta de freqüentar a casa do vizinho, um bom começo é levar um bolo ao saber que alguém está se mudando para a casa ao lado da sua e oferecer ajuda, diz Ligia.

A consultora em etiqueta Célia Leão explica que apesar das regras básicas, algumas situações especiais podem ser negociadas. Certa vez, um empresário, que havia acabado de se mudar para um edifício luxuoso na Avenida Faria Lima, em São Paulo, resolveu dar uma festa de arromba para comemorar o noivado do filho. Para evitar reclamações posteriores, ele enviou um arranjo floral para cada apartamento, com a seguinte mensagem, caro vizinho, estas flores representam a minha alegria. Meu filho irá se casar e, para comemorar o seu noivado, vou promover uma recepção a amigos e familiares. Peço a compreensão de todos e aproveito para convidá-los para a festa. A comemoração seguiu até altas horas da madrugada e não houve uma reclamação sequer, completa Célia.

Intimidade e fofoca
A paulistana Paula Araújo conheceu o seu namorado por meio de amigos, também seus vizinhos. Ele trabalhava na vizinhança e, por isso, sempre nos cruzávamos, mas nos conhecemos de verdade durante uma partida de vôlei na rua. Depois, começamos a freqüentar as mesmas baladas junto com os amigos que moravam em outras ruas do bairro. Até que pintou um clima e estamos juntos há nove anos. Vamos nos casar em 2009. 

Paula diz que há o lado bom e o ruim de morarem tão perto. O legal é que não temos gasto com gasolina e nem ficamos presos no trânsito. Detalhe, como a casa dele não tem garagem, deixa o carro na minha casa. Mas nem tudo são flores. Há os contras também. Quando brigávamos e eu dizia que não estava em casa, só para não vê-lo, ele sabia que era mentira, porque me via chegar.

Outra coisa que rola entre vizinhos são as fofocas. Se não nos vêem juntos perguntam se terminamos ou brigamos. Uma vez, uma vizinha nos viu com bagagens, claro, porque estávamos indo viajar e disse: é, vão morar juntos, né?. E tem também aqueles que gostam de encher. Ah, eu vi fulana conversando com o seu namorado. Rolam estas coisas, mas tiramos de letra, afinal são nove anos juntos. 

Vizinhas barraqueiras
Desde que se mudou para o prédio onde mora, há cinco anos, a paulista Clara Rodrigues* presencia com freqüência as brigas entre a vizinha que mora no andar de baixo com a que mora em cima do seu apartamento. Elas trocam xingamentos do tipo, você é uma bêbada e você é uma louca, palavras assim, sem motivo importante. Ficam brigando pela janela e, eu e meu namorado, que não temos nada a ver com a história, acabamos no meio do barraco. Mas procuramos não nos envolver. Nós nunca brigamos com ninguém. Na verdade, só os cumprimentamos quando nos encontramos pelos corredores ou elevador e nada mais.

Clara disse que já rolou briga entre as suas vizinhas até de madrugada. Mas, para mim, a pior de todas foi quando começaram a gritar pelo interfone e eu estava me despedindo de amigos na porta do prédio. Fiquei constrangida e pedi mil desculpas. Ela conta que todos os moradores sabem da situação, inclusive o síndico, mas ninguém faz nada. Acho que tem de partir delas, porque quanto mais gente entrar no meio da confusão, pior será. Precisam ser mais civilizadas e respeitar os vizinhos, porque elas não moram sozinhas. 

Regras básicas de convivência
1. Evite fazer barulho após as 22h, se necessário negocie horários para eventos especiais;
2. Respeite os espaços comuns, mantendo-os limpos e conservados;
3. Cumprimente os vizinhos;
4. Fuja das fofocas.


* o nome da entrevistada foi trocado para evitar maiores problemas com as suas vizinhas.


Celia Leão , consultora em etiqueta; apresentadora do programa 100 maneiras, exibido pela TV Ideal (canal 70 ¿ TVA), terças-feiras às 22h e colunista da revista  Você S.A - www.etiquetacelialeao.com.br

Gianine Luiza , consultora em etiqueta ¿ www.gianineluiza.com.br

Ligia Marques , consultora em etiqueta e marketing pessoal ¿
www.ligiamarques.com.br



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