Identificar a origem do problema é essencial antes de consertar para garantir futuros incômodos

Sem que você espere ela aparece no teto ou na parede de sua casa. Se instala como um vírus que quando se manifesta já fez estrago. A infiltração é um dos problemas mais chatos, que comprometem a beleza e a estrutura de seu lar. Antes de qualquer coisa, é preciso analisar a origem, o que está provocando essa entrada da água, orienta o engenheiro civil Flávio Figueiredo, de São Paulo.

A escolha da melhor solução vem após saber exatamente qual a origem do problema. Algumas pessoas tentam esconder a infiltração com uma nova pintura, a colocação de gesso, de um lambri de madeira ou até alvenaria. Não resolve e ainda ficar pior. Vemos com muita frequência que isso apenas aprisiona a água mais ainda e não conserta, argumenta Flávio Figueiredo.

Fique atento aos indícios
O mercado da construção está cheio de produtos como mantas, impermeabilizantes acrílicos e cimentícios e até mesmo faixas que ajudam a estancar o problema. Mas somente um especialista no assunto saberá orientar para que não se gaste dinheiro à toa.

Quando notar mofos, bolores, eflorescências (manchas brancas), degradação de argamassa, pisos levantados, entre outros sinais, procure a ajuda de um profissional qualificado, e não espere muito tempo. Se o local do vazamento for favorável ao avanço da água, a estrutura pode ser comprometida com a falta de drenagem ou impermeabilização, alerta a engenheira civil Elaine Cristina Simon, da MBM Serviços de Engenharia, também de São Paulo.

Infiltrações, seja em casas ou apartamentos, são originadas geralmente por vazamentos em instalações sanitárias, esgotos, tubulações de água fluvial, caixilhos, revestimentos de fachada com microfissuras, deficiência de impermeabilização em lajes, problemas no telhado ou mesmo calhas que entopem. Há ainda casos de paredes encostadas ao solo e outras que ficam úmidas por causa de baldrames, orienta Flávio Figueiredo.

Segundo passo
Quando o problema for encanamentos quebrados, calhas obstruídas e sem manutenção, é melhor consertar e depois tratar com técnicas de impermeabilização e drenagem. Se for em uma laje, por exemplo, deve-se observar ainda o caimento, a qualidade da impermeabilização (se não está vencida ou com fissuras), o arremate de ralos e outras áreas críticas, para depois vedar e impermeabilizar, diz Elaine Simon.

Já para infiltrações em fundações ocorridas por causa de aterros e escavações no limite da edificação, é preciso aplicar argamassa polimétrica na parede previamente preparada, no mínimo 1,50 m acima do limite da umidade, ensina a engenheira.

A solução vale também para problemas com alvenarias em tijolo furado, mas, nesse caso, é preciso ainda descascar o reboque. Se for com tijolo maciço, além de descascar, deve-se furar injetando água até saturar e, em seguida, aplicar um produto impermeabilizante à base de silicato e resina. Depois, espere secar e reaplique, finalizando com demãos de cimento polimétrico. Este método também serve para o contrapiso.


Quer aprender? Veja na galeria de fotos um passo-a-passo elaborado pela coordenadora técnica Eliene Ventura, da Vedacit/Otto Baumgart


Lembre-se sempre
- Faça revisão do sistema de vedação a cada cinco anos. A manutenção periódica minimiza custos e transtornos para inquilino e proprietário, lembra Elaine Simon.
- Instale calhas de águas pluviais na cobertura para evitar respingo de água do beiral nas paredes.
- Não coloque materiais úmidos ou que segurem a umidade nas paredes.
- Ventile os ambientes.
- Substitua canos antigos de ferro por PVC.


Consultoria:
MBM Serviços de Engenharia ¿ tel.: (11) 3362-1888
Flávio Figueiredo

Vedacit/Otto Baumgart

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