Descubra as mil faces dessa flor que encanta e surpreende

Branca, amarela ou lilás. Grande ou pequena. Não importa a cor ou tamanho, é impossível resistir à beleza das orquídeas. A planta também é uma boa alternativa para decorar a casa, pois suas flores podem durar semanas.

Para quem vai comprar seu primeiro exemplar ou quer diversificar o jardim, vale saber que há uma infinidade de espécies no mercado, com preços que variam de R$ 15 a R$ 3 mil.

A Cattleya walkeriana feiticeira pode custar mais de R$ 2.500,00
Divulgação
A Cattleya walkeriana feiticeira pode custar mais de R$ 2.500,00
Algumas são consideradas verdadeiras preciosidades, como a Cattleya walkeriana feiticeira, que foi destaque no livro A Joia da Bruxa , de Heitor Gloeden. “É uma orquídea única que não aceita clonagem e pode custar mais de R$ 2.500”, diz Reinaldo Ilaci, do Orquidário Paulista.

Outra espécie que atrai olhares é a Brasilaelia (Laelia) fidelenses, endêmica de São Fidélis (RJ), que pode ser comprada por R$ 25. “Não é porque a planta é rara que precisa ser necessariamente um exemplar caro”, conta Dalton Baptista, da Colibri Orquídeas.



Há ainda algumas que parecem ter saído de um filme de ficção científica, como a Megaclinium purpureorhachis, que lembra um espiral.

Anomalias são bem-vindas

Mas afinal, o que torna uma determinada espécie rara? Para André Almeida, da Aranda Orquídeas, são aquelas ameaçadas de extinção, importadas ou de difícil cultivo, entre outros motivos. Pode até parecer estranho, mas em alguns casos a planta é ainda mais desejada quando sofre uma mutação. “As anomalias nos fascinam, pois criam exemplares singulares que dificilmente se repetirão”, ressalta Ilaci.

A variedade de cores, texturas e formatos pode gerar dúvidas na hora da escolha da espécie ideal para cada ambiente. “Ela não precisa ser grande ou cara demais para chamar atenção, o importante é eleger aquela que você mais simpatiza”, diz Baptista.

A popularização

Orquídea Laelia pumila imperatriz
Divulgação/ Shirlei Rocha
Orquídea Laelia pumila imperatriz
O que há mais de uma década era privilégio de poucos, se tornou acessível para a maioria das pessoas com a reprodução comercial de algumas espécies. “No Brasil a orquídea sempre foi considerada um artigo de luxo, mas esse cenário mudou há quase uma década”, diz Elza Kawagoe, presidente da Associação de Orquidófilos de São Paulo (AOSP).

Atualmente existem diversas opções que podem ser facilmente encontradas nas floriculturas e até nas prateleiras das grandes redes de varejo, entre elas a chuva-de-ouro (Oncidium varicosum) e a orquídea borboleta (Phalaenopsis).


Outro fator determinante para a popularização das plantas foi o crescente interesse comercial por parte dos laboratórios para a pesquisa e reprodução da espécie. “Isso proporcionou uma queda no custo e viabilizou a multiplicação na oferta”, completa Elza.

Cuidados Básicos

Apesar de serem plantas incomuns, os cuidados são os mesmos que se deve ter com qualquer outra orquídea. “Ventilação, claridade, rega e adubação. Com apenas quatro passos você a mantém saudável, livre de pragas e em pleno desenvolvimento”, ensina Elza.

Aliás, quando as flores murcharem não se desespere e nem jogue fora sua planta, pois ela ainda pode viver muitas primaveras e florir ano após ano.

Outra dica importante, de acordo com ela, é não usar terra para o plantio, pois as orquídeas não se desenvolvem, com exceção das poucas espécies terrestres. “O ideal é usar um substrato, que pode ser palha de coco, casca de pinus ou musgo”, sugere.




Serviço:

Aranda Orquídeas
Estrada Francisco Smolka, s/n – Teresópolis (RJ)
Tel.: (21) 2742-0628

Associação dos Orquidófilos de São Paulo (AOSP)
Rua São Joaquim, 381 – São Paulo (SP)
Tel.: (11) 3207-5703

Colibri Orquídeas
e-mail: contato@colibriorquideas.com

Orquidário Paulista
Rua Moxei, 173 – São Paulo (SP)
Tel.: (11) 3611-1107

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