Saiba como escolher as espécies corretas para deixar seu recanto praiano ainda mais gostoso

É verão e a ideia é aproveitar cada momento da estação com os pés na areia, a cabeça nas nuvens e, claro, com natureza ao redor. Mas para isso é preciso acertar na escolha das espécies que irão compor o jardim da casa de praia.

Há diversos fatores que devem ser considerados. Um dos principais é a localização da residência. Aparentemente, praia é praia, simples assim. Mas, acredite, existem diferenças. “Próximo às encostas da serra a temperatura é mais branda se comparada à faixa perto do mar. Além disso, o volume de chuvas também varia”, diz a paisagista Irene Cisneros, da Paisagismo Santa Rosa.

Quanto mais próximo da faixa de areia, maior a força de ação das intempéries. “A incidência e a força dos ventos é outra característica importante a ser levada em conta”, afirma a arquiteta e paisagista Yuka Kussano. E cuidado, a maresia não atinge somente metais. “Plantas expostas à brisa vinda do oceano devem ter folhas resistentes, caso contrário o sal pode danificá-las”, explica a paisagista Luciana Guimarães.

Aposte em espécies nativas

A fonte de cruzetas feita por Irene Cisneros é adornada por palmeiras-leque-de-Fiji, pata-de-elefante, orquídeas e helicônias floridas
Divulgação Irene Cisneros
A fonte de cruzetas feita por Irene Cisneros é adornada por palmeiras-leque-de-Fiji, pata-de-elefante, orquídeas e helicônias floridas
Não são apenas os fenômenos climáticos que mudam, o terreno é mais uma das peças-chave na hora de eleger as espécies corretas. “Quanto mais próximo do mar, maior a concentração de areia no substrato e menor será a oferta de água”, diz Irene.

Lembre-se, a mesma espécie que se desenvolve bem em São Paulo, por exemplo, talvez não apresente o mesmo desempenho na Bahia. “Para não errar na escolha, basta se basear nos Trópicos. Eles ajudam a delimitar as espécies ideais para cada região”, explica.

Por esse motivo, a utilização de espécies nativas, unanimidade entre as profissionais, é garantia de que ela se desenvolverá bem. “É também uma forma de recompor a vegetação original e um sinal de respeito ao meio ambiente”, completa Yuka.

A paisagista Luciana Guimarães deu um colorido especial à piscina com bromélias
Divulgação Luciana Guimarães
A paisagista Luciana Guimarães deu um colorido especial à piscina com bromélias
Exemplares vindos de outras regiões, desde que compatíveis com o clima local, também podem ser utilizados. “Devido às condições do litoral, a adaptação é rápida e o crescimento vigoroso”, comenta Irene.

Cuidados e limpeza

Ao redor e nas proximidades das piscinas o critério de escolha deve ser um pouco mais rígido. “Para mantê-las limpas, evite árvores e outras espécies de folhas muito pequenas. E não utilize aquelas com raízes expansivas para não danificar a estrutura”, diz. Segurança também é muito importante. “Coqueiros, são ótimos, mas devem ser mantidos longe de passagens, construções ou de áreas sociais para evitar acidentes”, ressalta Irene.

A manutenção é mais um dos pontos críticos a serem analisados. “É preciso levar em conta com que frequência será feita a conservação do local”, diz Yuka. Dentro de casa, os elementos da natureza não influenciam tanto na hora da decisão, porém é preciso cuidado. “Deve-se observar a necessidade de luminosidade para saber qual o melhor local para cultivar a planta”, aponta Luciana.










Serviço:

Luciana Guimarães
Tel: (13) 9761-6310

Irene Cisneros Ecopaisagismo
Avenida Adelino Tavares, 170 – São Sebastião (SP)
Tel: (12) 3863-6821

Yuka Kussano
Tel: (12) 9744-9634

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