Como fugir dos erros mais comuns na hora de cuidar das plantas

Água na medida certa e outros cuidados básicos são fundamentais
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Água na medida certa e outros cuidados básicos são fundamentais
Você se acha um matador número um de plantas? Calma. Com alguns cuidados básicos e um pouco de atenção é possível reverter este quadro. Confira as dicas dos especialistas para fazer as pazes com os vasos de casa.

Escolha a planta perfeita

O primeiro erro é comprar espécies inadequadas aos ambientes, sejam internos ou externos. Para dentro de casa, aposte na flor de pimenta, no lírio da paz, na pleomele variegata, nas zaneiculcas e nas orquídeas. Ambientes internos, mas com muita luz podem ter patas de elefante ou sansevérias. Para jardins: calêndula, gerânio, girassol, hortênsia e amor-perfeito, entre outras. Na dúvida sobre qual comprar, consulte um jardineiro.

Não regue demais ou de menos

“Não encharque as plantas. As regas não devem ser excessivas, pois podem apodrecer a raiz e o caule. Além disso, deixa a planta mais suscetível à doenças e pragas, como o pulgão, que pode ser percebido por uma secreção que escorre pelo caule da planta”, explica a paisagista Isabela Conrado . Vale lembrar que dentro de casa há uma menor perda de água por evaporação, mas nos dias mais quentes esse nível é bem superior, o que pede atenção.

Regar pouco também pode matar ou atrapalhar o desenvolvimento das espécies. “A planta é um ser vivo e por isso necessita de água para viver”, completa Isabela Conrado. Mas, como não exagerar na dose, regando pouco ou muito? Um truque é colocar o dedo na base, próxima à raiz, e se estiver úmida, não regue novamente. “Crie uma relação com a planta, toque a terra e perceba se está árida ou argilosa”, orienta a paisagista Camila Cavallari, da Verde Vaso .

Se estiver muito calor e for verão, molhe de três a quatro vezes por semana. No inverno, menos. “Isso depende da espécie, pois há plantas que adoram água, como os bambus, e outras que precisam de menos, como cactos, lanças de São Jorge e bromélias”, completa a paisagista e engenheira agrônoma Maricy Pissinatti . Na dúvida, molhe um pouco por dia.

Sol na medida

Algumas plantas não gostam de muito sol, portanto, nada de colocá-la para tomar um arzinho com a luz do sol batendo diretamente em suas folhas. “A queima da planta é outra situação bem comum. Tome cuidado”, alerta Isabela. Solução: espécies que vão bem em ambientes externos não precisam “tomar sol” de vez em quando. Mantenha cada uma em seu lugar.

Pode no momento certo

“Muitos erram ao podar. Cortam uma espécie que está brotando ou dando botões. Aí, não floresce, pois a pessoa cortou sem saber”, diz Maricy Pissinatti. Para não errar, retire apenas os nós dos galhos, folhas secas e tocos secos, ou que apresentem algum doença.

Comprometa-se

Observar a sua planta com atenção é um dos pré-requisitos para mantê-la saudável. Tire as folhas que já chegaram ao fim de seus ciclos, passe um pano retirando a poeira que se depositou nas folhas e impede o processo de fotossíntese, e molhe periodicamente. “Amor e comprometimento são os alimentos principais que mantém as plantas vivas”, afirma o paisagista Edu Lofti.

Adube sempre

É importante que a terra tenha sempre nutrientes para manter a vitalidade da espécie. Mas não exagere: adubo de mais queima a planta. “Uma vez a cada de dois meses, procure nutrir o solo com adubos naturais como esterco, húmus, torta de mamoma. Assim, você corre menos risco de errar na quantidade”, ensina Lofti.

Ao usar os adubos, não espalhe por cima de caules ou folhas para não comprometer a planta. “O ideal é jogar na terra. Se for parar na folha, pode queimá-la. Sempre após uma adubação, a planta e o solo devem ser regados para que o adubo comece a agir. A água é o meio de dissolver o produto e liberá-lo para as plantas”, completa Maricy.

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