Paisagistas dão dicas de como aproveitar as paredes para acrescentar um pouco de verde à casa

Com as residências cada vez menores, instalar um jardim na parede surge como boa ideia para acrescentar um pouco de verde aos ambientes.

Ideais para quem não tem um recuo em casa para montar um jardim horizontal, como lembra o arquiteto Arthur Casas , os jardins verticais podem ser montados em áreas internas ou externas, indo de muros e varandas, a salas, cozinhas e banheiros, desde que haja boa condição de luz natural para que as plantas durem mais.

Além de alegrarem o ambiente, os jardins verticais ainda trazem benefícios aos moradores. "Eles dão mais amplitude ao espaço e ajudam a reduzir o barulho e a poluição do ar, além de aumentar a umidade e reduzir a temperatura da casa em até três graus", afirma a paisagista Gica Mesiara , dona da empresa de jardinagem Quadro Vivo.



Como montar um jardim vertical


No Brasil, existem três técnicas principais para montar um jardim vertical. A mais difundida é  construir um muro com blocos vazados onde são plantadas as espécies. Outra possibilidade, muito usada pelo paisagista Gil Fialho , é criar uma superfície com fibra de coco onde as mudas são plantadas, simulando a casca de uma árvore.

Neste caso, a poda deve ser feita a cada três meses para evitar que as espécies comecem a competir entre si, uma vez que crescem em espaços reduzidos. A adubação pode ser feita a cada três meses.

Uma terceira opção, criada por Gica Messiara, é o plantio das espécies em vasos dispostos em um quadro. Com quatro tamanhos definidos, os quadros podem ser reinstalados em caso de mudança e permitem a trocar dos vasos caso alguma das plantas morra. O custo da instalação varia de R$ 1.880 (com sistema de rega manual) a R$ 3 mil (com rega automatizada).

Cuidados são os mesmos do jardim tradicional

A princípio, as necessidades de um jardim vertical são as mesmas de um jardim tradicional, ou seja, irrigação, poda, adubação e iluminação, mas a estrutura precisa de cuidados especiais na hora da instalação para que a água das plantas não molhe o chão. Uma dica é ter uma calha na parte inferior do quadro para reter o excesso de umidade.

A quantidade de vezes que se irá aguar as plantas dependerá das espécies empregadas no jardim e do ambiente onde ele está inserido. "Em condições de baixa insolação, os painéis geralmente apresentam melhor aspecto e consomem menos água. Em lugares de pleno sol, deverá haver uma maior preocupação com a irrigação e a escolha de plantas mais resistentes", afirma o paisagista Marcelo Faisal .

A irrigação pode ser automatizada - por gotejamento -, ou manual. Neste caso deve-se redobrar a atenção para que a rega não seja desigual. Por isso, apesar de mais cara, a rega automatizada é a mais recomendada pelos paisagistas.

Além de evitar que algumas áreas recebam menos água do que outras, ela permite a irrigação por setores, caso no mesmo painel haja espécies que precisem de diferentes quantidades de água. Esse sistema também evita o desperdício, reaproveitando a água em excesso.

Acerte na escolha das plantas

Segundo Gica, ao montar o jardim, é importante escolher as espécies não só de acordo com as características climáticas do ambiente, mas também seguindo a decoração da casa. "Há mais de 500 espécies de plantas, entre folhagens e flores, que podem fazer parte de um jardim vertical. As exceções são árvores, arbustos e trepadeiras".

Apesar de utilizar orquídeas com frequência em seus projetos, o paisagista Gil Fialho afirma que prefere trabalhar mais com os diferentes tons de verde a utilizar flores.

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