Conheça 13 espécies raras desta família que é vedete no paisagismo

“Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá”, diz o verso do poeta Gonçalves Dias. E como tem. Só no Brasil existem mais de 200 espécies endêmicas, fora as outras 2.400 espalhadas pelo mundo. Mas apesar da grande variedade, apenas algumas são utilizadas para compor os jardins em nosso País.

“O que vemos hoje é uma padronização nos projetos. Falta criatividade e, sobretudo, curiosidade por parte de alguns profissionais”, diz o paisagista Ricardo Marinho. O que um dia já foi desculpa, hoje não vale mais. “Há uma oferta crescente de espécies nativas e exóticas em muitas localidades, inclusive plantas adultas prontas para transplante”, afirma Marinho.

Àqueles que pretendem sair do lugar-comum e inovar com exemplares diferentes, o importante é planejar para conseguir melhor preço na hora da compra. “Combinar antecipadamente a logística da execução, junto aos produtores especializados ajuda na redução de custo”, ensina o paisagista Felipe Mascarenhas.

Para ele, dentre as espécies raras estrangeiras que mais se destacam estão a palmeira-esplêndida (Verschaffeltia splendida), a palmeira-leque-de-Fiji (Pritchardia pacifica), a palmeira-betel (Areca catechu) e a palmeira-de-pescoço-marrom (Dypsis lasteliana).

Se a ideia é privilegiar a flora brasileira, no quesito beleza os exemplares nativos não ficam para trás. “Vale conhecer a aricuriroba (Syagrus schizophylla), encontrada de Pernambuco até a Bahia, o carandaí (Trithrinax brasiliensis), endêmica do Paraná ao Rio Grande do Sul, o açaí (Euterpe oleracea), típica da região Norte, e o catolé (Syagrus cearensis), natural do Nordeste”, indica Marinho.

No jardim

Originária da Austrália, a palmeira-rabo-de-raposa (Wodyetia bifurcata) encanta por sua folhagem volumosa
Divulgação Ricardo Marinho/ Palmetto do Brasil
Originária da Austrália, a palmeira-rabo-de-raposa (Wodyetia bifurcata) encanta por sua folhagem volumosa
Compor o jardim ou harmonizá-las com outras espécies não é tarefa difícil. “Bromélias, helicônias , alpínias, orquídeas , marantas, arbustos e forrações tropicais. São apenas algumas possibilidades, a diversidade é muito grande”, diz Mascarenhas.

Segundo Cinthya Alves, engenheira agrônoma do Horto das Palmeiras, essas plantas não possuem raízes agressivas, logo, dificilmente haverá problemas com levantamento de calçadas ou quebra de muros. “O ideal é avaliar o tamanho da copa para evitar o contato entre as folhas de outros exemplares próximos”, ressalta.

Se mesmo assim faltar espaço, não se preocupe, é possível cultivá-las em vasos. “Mantenha perto de portas e janelas e use plantas que apreciem meia-sombra. Quanto maior o vaso, mais ela se desenvolverá”, explica Mascarenhas.

Cuidados

Raras ou não, a grande maioria dos exemplares é encontrada em regiões tropicais, um dos motivos que fazem a família das Arecaceae ser amplamente utilizada nos projetos de paisagismo por aqui. “Além disso, é uma planta de fácil manejo, cuidados simples e, principalmente, de grande expressividade ornamental”, afirma Cinthya.

Apesar de não necessitarem de muitos cuidados, eles variam conforme a espécie. “É preciso levar em conta preferências como o tipo de solo, exposição ao sol, rega e intensidade dos ventos”, alerta Marinho.

E, diferentemente de outras árvores, as palmeiras não necessitam de podas. “As folhas envelhecem e caem naturalmente. No entanto, antes disso, elas ficam amarelas e ressecadas, por isso as pessoas preferem cortá-las”, completa Cinthya.


Serviço:

Felipe Mascarenhas
Rua Anésia Nunes Matarazzo, 85
Tel: (12) 3923-1234 / 9191-5059

Horto das Palmeiras
Estrada Paiva Muniz, 1613 – Rio de Janeiro (RJ)
Tel: (21) 3427-5222

Palmeiras & Co
Tel: (19) 3886-2473

Palmetto do Brasil
Rua Dr. José Lourenço, 870 – Fortaleza (CE)
Tel: (85) 3392-2767

Ricardo Marinho

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