O sucesso na jardinagem exige sair do piloto automático e entender as necessidades de cada espécie. Veja o que fazer

Ser conhecido por ter “mão ruim para plantas” não é algo do que se orgulhar. O problema pode ser, na verdade, falta de orientações sobre como fazer o plantio ou cuidar das espécies . Conseguir bons resultados exige sair do piloto automático e entender as necessidades da planta – diminuindo a quantidade de regas no inverno, por exemplo. “Quem nunca tem sucesso na jardinagem costuma tratar as mudas como objetos decorativos . Seguir a indicação de regar todo dia uma espécie, mesmo sem necessidade, é errado e prejudicial. Tudo deve ser muito bem dosado”, afirma Angela Cristina Rossi, agrônoma do Shopping Garden.

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Outro erro comum dos pouco habilidosos com plantas é fazer a interpretação errada das informações do cultivo. Uma espécie que precisa ficar na sombra (a violeta é um caso) não deve ser colocada na escuridão. O indicado é deixá-la na presença da luz natural, porém, fora do alcance direto do sol. Não respeitar o período de adaptação das plantas também afeta seu desenvolvimento. Uma muda comprada em loja não pode ficar diretamente no sol, pois acaba morrendo. “Toda espécie apresenta um comportamento diferente. A palmeira areca-bambu precisa ser exposta primeiro na meia sombra e somente depois no sol”, afirma Christiane Roncato, paisagista.

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Mexer muito nas mudas e não esperar o crescimento natural prejudicica as plantas
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Mexer muito nas mudas e não esperar o crescimento natural prejudicica as plantas

O vaso é mais um elemento que deve estar adaptado para que aconteça um plantio eficiente. O ideal é ser proporcional ao porte da espécie — lembre-se de que quanto menor a planta, menos reservas de água e nutrientes ela terá. E nada de misturar diversas variedades no mesmo local, pois as de raízes muito vigorosas atrapalham as demais. “O indicado é fazer um cultivo personalizado para cada tipo de planta. A orquídea , por exemplo, tem raízes aéreas e muita gente a coloca em vaso. O melhor é amarrá-la em algum lugar”, diz a paisagista. “Outro deslize é afogar a planta durante o replantio. Ela precisa respirar e não ficar enterrada até o caule.”

A ansiedade de não esperar o crescimento natural da planta também atrapalha a jardinagem. Segundo as especialistas, mexer sem parar nas sementes ou mudas é prejudicial, assim como tirar as espécies dos vasos antes de atingirem o nível de maturação adequado. “Elas sentem a mudança, demoram a se readaptar e podem morrer. O mesmo vale para o caso de plantas adultas, inclusive se tratando de uma simples troca de canto na casa”, afirma Angela. A sensibilidade das plantas vale ainda quando o assunto é adubação – que deve ser feita a cada três meses. O cuidado com as medidas é importante, assim como a preparação do composto orgânico (sempre feito em composteiras).


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