Planta originária do Sul da África apresenta mais de cem cores diferentes e causa frisson entre os colecionadores do mundo todo

A rosa-do-deserto não se parece nem um pouco com a tradicional rosa que muita gente planta no jardim. A flor de beleza exótica (e nome científico Adenium obesum) é originária do Sul da África e se encaixa na família das suculentas, assim como a planta-pérola e a rosa-de-pedra. A espécie também encontrada no Brasil conta com uma enorme variedade de formatos e cores – há mais de cem opções diferentes, desde branco até vermelho intenso, o que desperta frisson entre os colecionadores de diversas partes do mundo. Resistente, a rosa-do-deserto se desenvolve melhor em locais de sol pleno, não tolerando temperaturas inferiores a 14 Cº.

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A planta é comercializada geralmente em vasos, pois apresenta um caule grosso que pode alcançar até um metro de diâmetro na base. A “barriga” volumosa permite que a espécie acumule água e nutrientes, um recurso que aumenta a sua sobrevivência em locais áridos. O vigor da rosa-do-deserto também é observado por meio da altura que consegue atingir: até dois metros aos três anos de idade. A reprodução da espécie acontece por meio de polinização manual ou no sistema de mudas. Com folhas em espiral, ela gosta de luz e deve ser plantada em locais de clima tropical para florescer o ano todo. O estado de Rondônia, por exemplo, é uma das regiões preferidas por quem cultiva a espécie no País.

A rosa-do-deserto se desenvolve melhor em locais ensolarados e solos bem drenados
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A rosa-do-deserto se desenvolve melhor em locais ensolarados e solos bem drenados

“Esse tipo de rosa prefere solo arenoso, ar fresco e sol intenso, uma vez que é vulnerável em ambientes frios”, afirma Bruno José Esperança, gerente geral da Esalflores. O  cultivo da flor deve ser feito em solos bem drenados. “A dica é fazer um dreno no fundo do vaso com pedras e manta geotêxtil", diz Armando Salvador, engenheiro agrônomo. 

Além disso, o ideal é usar uma mistura fértil de substrato no momento do cultivo. "Aposte em uma composição de 1/3 de areia, 1/3 de matéria orgânica e 1/3 de solo areno-argiloso”, afirma o engenheiro. É fundamental ainda não descuidar da quantidade de regas - a cada dois dias, no mínimo - e adubar a planta em um intervalo de dois meses. 


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