Veja as opiniões de quem encarou o desafio de reformar a casa por conta própria e de quem preferiu contar com a orientação de um arquiteto para não correr riscos

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Claro que quando há verba disponível fica mais fácil reformar ou decorar a casa com a orientação de um profissional. Principalmente para quem não tem tempo de pesquisar as melhores opções e as ideias mais criativas e modernas, nem de correr atrás dos produtos e lojas ou de coordenar os serviços de pedreiro, pintor, encanador...

Só de pensar em cuidar disso tudo sozinho, a tarefa já parece ser mesmo um desafio, daqueles que requer muita energia. E é mesmo... Além disso, há outros argumentos para se decidir pela contratação de um profissional, a exemplo do velho ditado que diz que o barato pode sair caro... Isso porque a falta de orientação pode levar à compra de materiais errados, de má qualidade ou que no fim ficam muito diferentes do que se imaginou.

A administradora de empresas Claudia Martinez , no entanto, teve coragem e força de vontade para assumir as rédeas da reforma de seu apartamento novo. Construído há oito anos, o apê precisava passar por uma remodelada para ganhar ares mais modernos, além de adequações às necessidades dos novos moradores.

Dispensamos a contratação de um profissional porque o orçamento era curto e preferimos investir na compra de materiais de boa qualidade. Contratamos um empreiteiro que trabalha com uma equipe de encanadores e pintores, conta. Mas ela confessa que não foi nada fácil, pois só tinha a parte da manhã bem cedo disponível para checar o andamento, antes de sair para trabalhar.

Para Claudia, a parte que consumiu boa energia também foi a pesquisa de materiais. Quando você não é do ramo, fica mais difícil. Mas, no final, o resultado foi satisfatório. A grande ajuda veio do empreiteiro e da mídia especializada, de onde tirei ideias e uma listas de lojas. Porém, mesmo contente com a reforma, ela diz que foi estressante: A obra atrasou, faltou material... Enfim, se tivesse dinheiro sobrando, teria contratado um arquiteto.

De qualquer forma, Claudia aconselha a quem pretende reformar a casa, mas, assim como ela, com recursos limitados, a contratar ao menos um empreiteiro. Ele deve ser bem recomendado. Contar com a orientação desse profissional já alivia um pouco. Dá mais segurança, avalia.

Se o orçamento permite...
Quem optou pela contratação de um arquiteto foi a assessora de imprensa Nancy Campos, cuja reforma do apê de 65 m2 está a pleno vapor. A ideia é reformar e redecorar a sala, inclusive com a integração da varanda, além da cozinha e dois banheiros. Tivemos a sorte de encontrar uma arquiteta que soube nos ouvir e a primeira proposta dela já foi bem próxima do que desejávamos, conta.

Por enquanto, Nancy diz estar satisfeita. O profissional tem um olhar especializado e propõe soluções no aproveitamento de espaço, móveis e materiais que desconhecemos como leigos. Para quem vai contratar um profissional, ela sugere que a escolha seja feita com a indicação de amigos e parentes. Além disso, é interessante conhecer os projetos que ele já fez. É uma boa forma de conhecer o estilo do arquiteto, indica.

Já para quem pretende tocar a obra sozinho, Nancy dá duas dicas: Vale visitar lojas de móveis planejados. Os projetos são feitos gratuitamente. A alternativa é boa para quem tem pressa (ou um orçamento enxuto!) e não se importa em decorar a casa com móveis modulares. E lojas de material de construção também fazem simulações no computador sobre aplicação de pisos e azulejos, que dão uma noção de como ficará o ambiente, completa.

Consultoria por hora técnica
Pouca gente sabe, mas existem muitos arquitetos e decoradores que trabalham por hora técnica. Trata-se de uma opção razoável para quem quer ouvir as dicas de um profissional sem ter de contratar um. Em geral, o cliente leva a planta da sua casa ao escritório do decorador ou ele vai ao local.

Durante uma ou duas horas, o cliente ouve e anota as sugestões sobre layout, materiais, cores, móveis ou iluminação e aproveita para tirar suas dúvidas. Depois, munido das orientações, toca a reforma sozinho. E assume o trabalho de percorrer lojas e supervisionar a obra. É uma alternativa que dá mais segurança e poupa a fase de pesquisa atrás de ideias e materiais. Mas certamente é indicado para quem tem tempo para cuidar de tudo pessoalmente.

O designer de interiores Roberto Negrete, presidente da ABD ¿ Associação Brasileira de Designers de Interiores ¿, também atende por hora técnica. Ele recebe o cliente em seu escritório e, em duas horas, analisa a planta do imóvel, além de fotos dos móveis e dos ambientes. Depois, dá suas sugestões e uma lista de fornecedores.

Para Negrete, O serviço pode ser boa opção se o cliente tiver certeza de que poderá dar o acompanhamento à obra. A primeira consulta custa R$ 500,00. E as subsequentes, se necessárias, duram uma hora, pelo mesmo valor. Mas o designer diz que não costuma passar da primeira reunião. Quem presta essa consultoria deve ser objetivo. Há outros profissionais que cobram em torno de R$ 350,00 a hora e que se dispõem a visitar o local mediante uma taxa de deslocamento de R$100,00.


Consultoria
Roberto Negrete:
www.robertonegrete.com.br


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