Novos nomes do design mundial apresentam peças delicadas e usáveis em Milão

Ele está relegado aos fundos do último dos 24 pavilhões que compõem o centro de exposição de Rho-Pero, onde acontece todo ano o Salão de Móveis de Milão. Mas nem por isso tem menos importância. Pelo contrário, o Salão Satélite é, sem dúvida alguma, um dos locais de exposição mais imperdíveis da Semana de Design.

Cheio de novos rostos, ideias frescas e olhares esperançosos, os corredores dessa área são um refresco para quem vem à cidade atrás de novidades e tendências. Enquanto nos chamados pavilhões de design é o inesperado que surpreende, no Salão Satélite é a aplicação criativa de desenhos simples e o trabalho artesanal que mais chama a atenção neste ano.

Conheça algumas peças apresentadas:


Ainda sem empresas por trás, os designers que ali expõem estão quase todos sempre à disposição para falar sobre seu produto ou o futuro do design. Afinal, o salto para o main stream pode estar justamente ali. “Esta é uma grande vitrine para apresentar meu produto a futuros parceiros comerciais”, afirma Cristian Chiatante, que divide o espaço com a colega Adrianna Vivenzio, uma das 700 selecionadas neste ano para participar da 13ª edição do Salão.

“Estou muito animada. Tem muita gente perguntando sobre a peça. E esta ainda é apenas um protótipo”, diz a designer americana Nao Tamura, que criou uma instigante instalação com fios de naylon para apresentar seu prato de silicone em formato de folha. “Você pode levar ao micro-ondas e enrolá-lo na hora de guardar”, explica, animada.

Os brasileiros selecionados neste ano por Marva Griffin, curadora do Satélite, também estão animados com o retorno. “Não imaginava que teria tanta gente interessada”, diz o paraibano Sérgio Matos, que trouxe cinco peças para expor. “No ano que vem vou me preparar ainda melhor e trazer mais coisa. É uma oportunidade única”, completa ele que, assim como todos os demais selecionados, terá ainda mais um ano garantido para se apresentar ao mercado internacional.

“Neste ano decidimos reduzir o volume para apresentar um trabalho mais artesanal, de maior valor agregado. Afinal, este é o caminho que muitas das grandes marcas estão seguindo” afirma Pedro Franco, da A Lot Of.

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