Conheça os arquitetos e decoradores com mais participações ao longo dos 23 anos da mostra

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Em 2001, a decoradora Clarisse Reade foi responsável pelo
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Em 2001, a decoradora Clarisse Reade foi responsável pelo "Loft do jornalista"
Desde que foi criada, em 1987, a Casa Cor - maior evento de arquitetura e decoração do Brasil -, lançou e consagrou a carreira de diversos arquitetos e decoradores nacionais. Alguns deles participaram tantas vezes que acabaram ganhando cadeira cativa.

Caso de Clarisse Reade, Rosa May Sampaio e Toninho Noronha, que neste ano repetem a parceria. “Desde a primeira edição só deixei de participar por duas vezes”, afirma Clarisse Reade. A decoradora, que autodefine seu estilo como sendo uma mistura do antigo com o moderno, acabou elegendo seu ambiente favorito como o “Loft do Jornalista”, feito em 2001.

Nesse ano, ela assinará o “Gallery Office”, um escritório da galeria, que contará com parede berinjela e elementos naturais, como o sisal. “Terá também uma mesa linda, onde se poderá consultar livros de arte”, explica. A inspiração para o ambiente veio de uma necessidade real, criar um espaço para trabalhar, comprar e relaxar.

Divulgação pessoal e contato com novos materiais

Com 12 participações na Casa Cor no currículo - “contando a de Buenos Aires” -, Rosa May Sampaio, ainda lembra da primeira edição do evento, na rua Dinamarca, no bairro paulistano do Jardim Europa. “Começou de uma maneira completamente diferente, quase familiar, todo mundo era amigo”, relembra Rosa.

Mesmo com o crescimento do evento, a decoradora garante que participar ainda é fundamental pois é o momento de conhecer novos materiais e, de quebra, “movimentar” o nome.

Entre os espaços projetados por ela, dois foram mais marcantes. “Adorei o resultado do banheiro, em 1999. Era super pra frente, ficou muito legal”, afirma Rosa. Outro ambiente que figura entre seus xodós é a galeria de arte, feita em 2000.

Ela conta que demorou para decidir se ia participar naquele ano e acabou ficando com um espaço menor que o de costume. A dificuldade foi superada com criatividade e o ambiente, além de bonito e funcional, lançou alguns nomes das artes plásticas, como Vik Muniz, até então pouco conhecido.

Para esta edição, a arquiteta está projetando um confortável home office, com tecidos trazidos de Londres. “É o espaço de um casal carioca que veio morar em São Paulo. Ela é designer e ele, agrônomo”, conta ela, que garante que ao criar o enredo, o espaço ganha mais vida.

Ano passado, o arquiteto Toninho Noronha apresentou o
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Ano passado, o arquiteto Toninho Noronha apresentou o "Loft do Casal"
Superação é desafio a cada edição

Também participante da primeira edição da Casa Cor, em 1987, o arquiteto Toninho Noronha já não se lembra quantas vezes participou do evento. “No começo, fiz durante muitos anos seguidos, depois parei, voltei, e agora tenho feito há alguns anos.”

Apesar das inúmeras participações, Toninho não consegue eleger um ambiente preferido entre todos os que projetou. “Todo ano é uma questão de se superar. O projeto do ano passado [quando fez um ambiente totalmente sustentável], por exemplo, foi muito elogiado, mas já passou.”

Para Noronha, a sensação de participar do evento ainda é a mesma. “O que muda é a sua cabeça.” Prova disso é o “Loft da Designer Têxtil”, ambiente conceitual e recheado de móveis com traços futuristas que está preparando para este ano. “Me deu vontade de fazer algo de design puro e fomos atrás do design escandinavo”, explica.

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