A empresária e designer norte-americana apresenta seus produtos no Brasil e planeja expansão da marca

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Um dos nomes mais importantes em matéria de design nos EUA está mais próximo do que nunca de entrar no mercado brasileiro. A norte-americana Holly Hunt, dona da rede de mobiliário que leva seu nome, desembarcou em São Paulo, nesta semana, para apresentar suas peças pela primeria vez no Brasil.

Living do ambiente criado por Debora Aguiar para a Casa Cor 2010, com móveis Holly Hunt
Divulgação
Living do ambiente criado por Debora Aguiar para a Casa Cor 2010, com móveis Holly Hunt
A estreia, que valerá como teste para ver a aceitação do produto por aqui, acontece na Casa do Mirante, espaço projetado pela arquiteta Débora Aguiar para a Casa Cor 2010. Ali, os móveis importados estão espalhados por quase todos os sete ambientes, do living à piscina, incluido luminárias, tapeçarias e revestimentos de couro.

“Em novembro, viemos numa missão exploratória para ver como era o mercado. Todo mundo estava falando que o Brasil era o mercado do futuro”, disse Holly.

Foi durante essa primeira incursão que a empresária e designer conheceu o trabalho de Débora Aguiar e iniciou a parceria. “Pegamos o portfólio de seis arquitetos e começamos a ver que o ambiente criado por ela para a Casa Cor do ano passado estava em todas as revistas e jornais”, conta a americana.

A pareceria parece ter dado tão certo que já se fala na possibilidade de Debora assinar uma linha de móveis para a marca, num trabalho semelhante ao já realizado com os designers Christian Austguevielle, Alison Berger, Christian Liaigre, Solis Betancourt e Kevin Reilly.

Teste local com antigos clientes

O presidente da Casa Cor, Angelo Derenze, ao lado de Holly Hunt e Debora Aguiar
Mathias Coaracy
O presidente da Casa Cor, Angelo Derenze, ao lado de Holly Hunt e Debora Aguiar
Holly confessa que, até pouco tempo, não conhecia a Casa Cor. “Um amigo francês foi quem me contou pela primeira vez sobre o evento e sugeriu que entrasse no Brasil por aqui”, diz Holly, que, no primeiro momento, achou a estratégia arriscada por considerar o evento muito grande.

“Essa coisa de construir toda a uma casa e, 50 dias depois, ela ser toda desmontada, não existe em outros lugares, como Milão”, afirma a designer.

Mas se a Casa Cor não era conhecida pela designer, o público brasileiro já é um velho conhecido. “Temos muito clientes brasileiros em Nova York e Miami. Nos últimos dois anos os preços baixaram e muitos arquitetos foram comprar lá para os clientes daqui”, diz Holly.

Apesar de ainda não ter previsão de quando os móveis começarão a ser comercializados no Brasil, Holly Hunt está confiante de que o país é um mercado promissor. “Nosso único problema são os impostos”, afirma a designer.

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