O Brasil na mira de Holly Hunt

A empresária e designer norte-americana apresenta seus produtos no Brasil e planeja expansão da marca

Daniela Morás, especial para o iG | 27/05/2010 18:04

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Um dos nomes mais importantes em matéria de design nos EUA está mais próximo do que nunca de entrar no mercado brasileiro. A norte-americana Holly Hunt, dona da rede de mobiliário que leva seu nome, desembarcou em São Paulo, nesta semana, para apresentar suas peças pela primeria vez no Brasil.

Foto: Divulgação

Living do ambiente criado por Debora Aguiar para a Casa Cor 2010, com móveis Holly Hunt

A estreia, que valerá como teste para ver a aceitação do produto por aqui, acontece na Casa do Mirante, espaço projetado pela arquiteta Débora Aguiar para a Casa Cor 2010. Ali, os móveis importados estão espalhados por quase todos os sete ambientes, do living à piscina, incluido luminárias, tapeçarias e revestimentos de couro.

“Em novembro, viemos numa missão exploratória para ver como era o mercado. Todo mundo estava falando que o Brasil era o mercado do futuro”, disse Holly.

Foi durante essa primeira incursão que a empresária e designer conheceu o trabalho de Débora Aguiar e iniciou a parceria. “Pegamos o portfólio de seis arquitetos e começamos a ver que o ambiente criado por ela para a Casa Cor do ano passado estava em todas as revistas e jornais”, conta a americana.

A pareceria parece ter dado tão certo que já se fala na possibilidade de Debora assinar uma linha de móveis para a marca, num trabalho semelhante ao já realizado com os designers Christian Austguevielle, Alison Berger, Christian Liaigre, Solis Betancourt e Kevin Reilly.

Teste local com antigos clientes

Foto: Mathias Coaracy Ampliar

O presidente da Casa Cor, Angelo Derenze, ao lado de Holly Hunt e Debora Aguiar

Holly confessa que, até pouco tempo, não conhecia a Casa Cor. “Um amigo francês foi quem me contou pela primeira vez sobre o evento e sugeriu que entrasse no Brasil por aqui”, diz Holly, que, no primeiro momento, achou a estratégia arriscada por considerar o evento muito grande.

“Essa coisa de construir toda a uma casa e, 50 dias depois, ela ser toda desmontada, não existe em outros lugares, como Milão”, afirma a designer.

Mas se a Casa Cor não era conhecida pela designer, o público brasileiro já é um velho conhecido. “Temos muito clientes brasileiros em Nova York e Miami. Nos últimos dois anos os preços baixaram e muitos arquitetos foram comprar lá para os clientes daqui”, diz Holly.

Apesar de ainda não ter previsão de quando os móveis começarão a ser comercializados no Brasil, Holly Hunt está confiante de que o país é um mercado promissor. “Nosso único problema são os impostos”, afirma a designer.

 

 

 

 

 

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