Arquitetos e designers de interiores sugerem móveis ideais para transformar estes locais

Alguns espaços pequenos ou de formatos que dificultam a colocação de móveis nem sempre são utilizados corretamente. No entanto, existem vários tipos de móveis feitos exatamente para suprir necessidades como essa do morador. Falamos com especialistas em busca de algumas dicas e produtos.

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Para o coordenador de tendências da Tok&Stok, Edson Coutinho, qualquer espaço, independente do seu tamanho, pode ser bem decorado, tudo depende do projeto proposto para o local.

Dicas para ampliar o espaço

A pintura com cores claras é um dos recursos mais utilizados para criar efeitos de ilusão de ótica em ambientes, mas, segundo Coutinho, existem exceções. Cores claras sempre ajudam a deixar o espaço mais amplo, mas cores escuras não estão fora de cogitação. Se usadas corretamente, podem conferir profundidade e até aumentar a sensação de espaço, avalia.

Quanto a outras técnicas que aumentam a sensação de amplitude, o coordenador de tendências destaca o uso de espelhos, segundo ele, uma fórmula conhecida que cria pontos de fuga e ajuda na iluminação.
Além dos espelhos, Coutinho ensina outras dicas. O morador pode utilizar apenas um tipo de piso por toda a casa, aproveitar o pé direito com prateleiras para armazenagem e não utilizar borders, sancas ou qualquer outro elemento que possa criar uma divisão horizontal.

A escolha dos móveis

Já na escolha dos móveis, o coordenador da Tok&Stok avalia que o morador deve escolher preferencialmente aqueles compactos e multifuncionais, que são curingas na boa utilização dos pequenos espaços. Alguns móveis têm duas ou mais funções, como a cadeira de madeira que vira escada, da Helvetia House, que custa R$700, e o móvel que é composto por mesa, baú e bandeja, da linha Hannah, da Breton Actual (preço sob consulta).

Outra boa dica são móveis transparentes, que estão em voga atualmente não por acaso, já que cadeiras de acrílico praticamente somem no ambiente, deixando a visão atravessar todo o espaço, diz Coutinho.

Quanto à disposição dos móveis, o melhor é sempre fazer uma planta baixa levando sempre em conta não somente o espaço disponível, mas a área de circulação, a função a ser desempenhada ali e também o impacto visual de cores e formas.

Nunca compre algo sem antes ter a medida do espaço, aquele sofá maravilhoso com chaise-longue que você se apaixonou pode atravancar a passagem para a sala de ou até mesmo impedir de abrir a gaveta do rack, alerta Coutinho.

Quantidade de móveis

Em salas pequenas, o tamanho da mesa também vai influenciar bastante a quantidade de peças que você pode colocar. Segundo o coordenador de tendências, mesas retangulares para seis ou oito lugares costumam roubar espaço do estar e não são tão adequadas. Já as mesas redondas comportam mais pessoas, facilitam a circulação e se tiverem tampo de vidro também ajudam na sensação de amplitude.
Coutinho também sugere que o morador prefira peças baixas à estantes altas.

Assim, você terá um respiro visual para criar composições ou mesmo para servir de espaço negativo, o lugar sem móveis que descansa a vista e cria o ritmo necessário à composição do ambiente, explica.


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