No Salão Satélite, jovens designers preocupados com sustentabilidade e aproveitamento

Celeiro de novos designers e ideias, a 14ª edição do Salão Satélite – espaço ligado ao Salão Internacional do Móvel, em Milão, porém aberto a um seleto grupo de jovens designers ainda em busca de uma empresa disposta a fabricar e comercializar suas ideias – mostrou novamente sua força este ano.

Pré-aprovadas por um grupo de experts comandado pela curadora do evento, Marva Griffin, as peças mostraram, em grande parte, a preocupação com o reaproveitamento de materiais e a otimização dos espaços residenciais (com peças de dupla utilidade ou expansíveis).


Acompanhe também: Os primeiros sinais do salão de Milão

A poltrona Carnevale, da colecao Kaos, é criação do brasileiro Pedro Franco
Divulgação
A poltrona Carnevale, da colecao Kaos, é criação do brasileiro Pedro Franco


O papel , em suas diferentes gramaturas, apareceu em peças delicadas e ao mesmo tempo resistentes, como a cadeira criada pelo estúdio japonês Innovo, que também apresentou uma luminária com o material. Seguindo a mesma suavidade, usaram ainda o bambu desfiado para dar vida à outra peça de iluminação.

A surpresa na combinação de materiais para gerar um visual leve veio do estúdio Swedish Ninja, que fez chamou a atenção com sua poltrona , banco e luminárias em cimento queimado. A cortiça também teve vez em diversos trabalhos como o do português Tiago Sá da Costa e o estúdio japonês Illirico Bank.

O toque brasileiro ficou por conta dos móveis apresentados por Pedro Franco e Sérgio Matos. O primeiro atraiu olhares com o colorido da poltrona Carnevale, da coleção Kaos. Recheada com tecidos de diversas cores que podem ser dispostos camada a camada, conforme a vontade de quem for se sentar, era um convite à manipulação e ao teste do conforto. Já Sérgio trouxe peças trançadas com cordões coloridos que chamavam a atenção por sua artesania.

No grupo dos móveis dois em um, que ajudam a ganhar espaço em residências cada vez menores – preocupação diretamente relacionada à vida desses jovens artistas – as propostas estavam por toda parte. o vestido de lã que virava almofada à mesa criada pelo estúdio japonês FMS cuja parte expansível também pode se transformar em um pequeno armário lateral.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.