Os apartamentos pequenos, mas com o conforto dos grandes, predominam entre os novos empreendimentos imobiliários. Veja a seguir algumas sugestões de renomados arquitetos para se obter o máximo aproveitamento do espaço

No apartamento projetado pelo escritório Kaif Arquitetura, a cama também serve de chaise na hora de ver TV
Divulgação
No apartamento projetado pelo escritório Kaif Arquitetura, a cama também serve de chaise na hora de ver TV
Em primeiro lugar, se o objetivo é fazer o espaço render, deve-se pensar em móveis de tamanho proporcional para cada cômodo. De nada adianta atravancar uma sala com aquele sofá que você sempre sonhou em ter, porque ele ficará totalmente fora de sintonia.

Existem lojas especializadas em móveis de aparência leve e de dimensões reduzidas, mas que não perdem em nada em termos de beleza, modernidade e conforto. E o arquiteto Cláudio Garcia explica: O espaço de circulação deve ser confortável e não sacrificado com a presença de móveis pesados e desproporcionais.


Curingas na decoração

Fora isso, existem recursos de arquitetura que transmitem a sensação de que o ambiente é maior. Por exemplo, um lambri com réguas verticais dá a impressão de que as paredes são mais altas, ou seja, o pé direito é visualmente ampliado. 

Outro verdadeiro curinga em imóveis pequenos é o espelho. Tanto é que, muitas vezes, os apartamentos desse tipo, que são decorados para visitação nos estandes das construtoras, mostram uma parede espelhada. Em geral, a parede eleita fica na sala de jantar, uma área bem restrita em plantas compactas. Com o espelho, o local parece duplicar! Não é à toa que a dica da arquiteta Christina Hamoui, simples e direta, é: Abuse dos espelhos, pois eles dão amplitude.

Quem apostou nessa solução foi a arquiteta Clélia Regina Ângelo, que conseguiu criar áreas delimitadas para a sala de estar, o home theater e a sala de jantar, contemplada com uma parede espelhada (ver imagem ao lado), em um local de apenas 23,15 m².

Mas a proposta de Clélia foi além e investiu na integração dos espaços. Ambientes abertos e bem integrados são sempre funcionais em imóveis pequenos. E, por outro lado, beneficiam até mesmo o relacionamento familiar, já que tornam as pessoas mais próximas no dia a dia, afirma.

Branco garante amplitude

Já os arquitetos Antonio Ferreira Junior e Mario Celso Bernardes costumam optar por cores claras em projetos com tamanho reduzido, já que refletem a luz natural, o branco em especial, e garantem a impressão de amplitude.

Do contrário, a escolha de um tom escuro pode causar a sensação de que o espaço é menor. Essa opção, no entanto, não precisa ser rejeitada de primeira. Em alguns casos, uma parede de cor contrastante, como berinjela ou até preto, fica tão bela que compensa o resultado. Mas é preciso pensar bem antes de tomar essa decisão, para evitar futuros arrependimentos. Mas, atenção, o teto sempre deve ser branco. Qualquer outra cor parece diminuir as paredes.

E quando o espaço é pouco, a organização deve ser muita. Porque não dá para ter conforto em local pequeno e bagunçado. Assim, é preciso contar com móveis que facilitem a ordem e, de preferência, que tenham múltiplas funções, a fim de otimizar a área. Caso dos pufes-baús, que aumentam o número de assentos e ainda guardam de tudo na parte inferior.

Antonio Ferreira Junior e Mario Celso Bernardes costumam programar o mobiliário de maneira simples e funcional: Para manter a arrumação de objetos e utensílios. A dupla comenta ainda que a iluminação indireta é a mais recomendada, pois evita que o ambiente fique visualmente poluído. E, como complemento, sugere objetos coloridos, pois alegram a casa.


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Onde encontrar:
Cláudio Garcia - Tel. (11) 9195-2516
Christina Hamoui - Tel. (11) 3071-0001
Antonio Ferreira Junior e Mario Celso Bernardes - 
www.amc.arq.br
Clélia Regina Ângelo - 
www.cleliareginaangelo.com.br

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