Yolanda Figueiredo fala sobre o nascimento do evento e sobre o crescente interesse por decoração

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Yolanda Figueiredo (sentada) ao lado de Angelo Derenze, Clarisse Reade (agachada),Cristina Ferraz e Silvana Lorenzi
Mathias Coaracy
Yolanda Figueiredo (sentada) ao lado de Angelo Derenze, Clarisse Reade (agachada),Cristina Ferraz e Silvana Lorenzi
A Casa Cor recebeu uma visita especial nesta quarta-feira, dia 16. Yolanda Figueiredo, uma das sócias fundadoras da mostra de arquitetura e decoração, visitou o Jockey Club de São Paulo para conferir as novidades da edição 2010 do evento. “Estou achando linda, espetacular mesmo”, elogia Yolanda. Acompanhada do atual presidente da Casa Cor, Angelo Derenze, e da decoradora Clarisse Reade, Yolanda Figueiredo sentiu que o trabalho dos profissionais foi diferenciado. “Nesse ano tem mais elegância, sinto que eles trabalharam com mais amor.”

Autoridade em matéria de Casa Cor, Yolanda elegeu a Casa do Mirante, da arquiteta Débora Aguiar como seu ambiente preferido. “Adoro ela e tudo o que ela faz”, confessa. A fundadora da mostra ainda elogiou a nova Casa Talento, exaltando a iniciativa de prestigiar o talento brasileiro. “Meu filho, que era arquiteto e marchand, sempre disse que tínhamos que proteger a arte feita aqui, e é isso que a Casa Talento está fazendo.”

Ela garante que, em 1987, não imaginava que os 22 ambientes criados em uma casa no bairro do Jardim Europa, em São Paulo, seriam a gênese da maior mostra de decoração das Américas. “Em 1987, eu olhava na janela para ver se vinha gente.”

Rabiscos no papel

Junto com Yolanda, os argentinos Angélica Rueda, Javier Campos Malbrán e Ernesto Del Castilho fizeram parte da concepção da mostra no Brasil. Ela conta que o nome do evento, que hoje é sinônimo de sofisticação, foi decidido em um simples guardanapo de papel. “Nos reunimos em um restaurante para decidir os detalhes e aproveitamos o que estava à mão para anotar. O guardanapo rabiscado está lá em casa até hoje.”

A frente da Casa Cor por 15 anos, Yolanda Figueiredo viu o evento crescer e, com ele, o número de pessoas que o prestigiaram. Segundo ela, no primeiro ano de evento, 6.500 pessoas visitaram os espaços, número que quase quadruplicou em 1988, quando receberam 22.500 pessoas na segunda edição da Casa Cor. “Cresceu de um jeito que até assustou”, brinca Yolanda.


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