Carlos Motta expõe em São Paulo

Criações do designer, feitas com madeira reutilizada, estão reunidas em mostra e livro

Lila de Oliveira, iG São Paulo | 08/06/2010 11:50

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Desde os tempos de criança, quando improvisava seus carrinhos de rolimã, Carlos Motta faz a madeira bruta virar arte. Hoje, com mais de 30 anos de carreira, suas peças são reconhecidas mundialmente por unir beleza, conforto e técnica, sem prejudicar a natureza. Prestes a embarcar para os Estados Unidos, onde realizará exposições no segundo semestre, o designer traz a São Paulo os móveis criados especialmente para as mostras internacionais.

São 25 criações, entre mesas, cadeiras, luminárias e esculturas, desenvolvidas durante um ano e meio, já com o compromisso de expor em Los Angeles e Nova York. Algumas são peças únicas; outras podem ser produzidas em pequenas quantidades. A matéria-prima ainda é a mesma utilizada por Motta nos anos 70: a madeira de demolição – ou de “redescobrimento”, como prefere chamá-la.

<span>O banco Butantã, de Carlos Motta, foi feito com peroba rosa reaproveitada</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>A Poltrona Giratória Radar foi produzida a partir de peroba rosa, madeira muito usada na construção civil</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <strong>Publicidade</strong> <span>A Poltrona Ariri foi confeccionada com madeira de demolição, pelo designer Carlos Motta</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>A escrivaninha Horizonte leva restos de peroba rosa, ferro, couro e cabreúva em sua produção</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Peroba rosa e aroeira foram usadas na produção da mesa de jantar SFX</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Banco Mandacaru, criado em 2009</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>A mesa baixa Jaraguá foi criada por Carlos Motta com tábuas de madeira reaproveitada</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong>

Essência da sustentabilidade não pode ser esquecida

“Eu sempre me senti atraído pela ideia de reutilizar. Minhas primeiras peças já eram assim, com madeiras que vinham do mar”, conta o designer, que hoje usa principalmente a peroba-rosa proveniente da construção civil. Levantando a bandeira da sustentabilidade muito antes do tema ganhar o destaque atual, Motta acredita que, recentemente, essa discussão banalizou-se, “mas a essência dela é a coisa mais importante do mundo”, diz.

O designer irá aproveitar a abertura da exposição para lançar o livro “Carlos Motta e a Vida”, que tem projeto editorial de Paulo Lima e projeto gráfico do arquiteto e designer Rafic Farah.

O lançamento da Bei Editora traça o perfil de Motta por meio de fotos, entrevistas e depoimentos de parceiros de trabalho e amigos, entre os quais figuram o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, o designer Sérgio Rodrigues, o cineasta Walter Salles e o jornalista Gilberto Dimenstein.

“Também é uma oportunidade de mostrar as peças que desenvolvi para a exposição, deixando claro que meu trabalho está diretamente relacionado ao meu modo de vida, à minha paixão pelo surfe e ao jeito com que me relaciono com minha família, meus amigos e a natureza.”

Serviço

“Móveis de madeira reutilizada”
Abertura: 8/6, às 19h30
Visitação: 9/6 a 4/7
Local: Museu da Casa Brasileira
Endereço: Av. Faria Lima, 2.705, Jardim Paulistano – São Paulo (SP)
Horário: de terça a domingo, das 10h às 18h
Ingresso: gratuito aos domingos e feriados. Nos outros dias, a entrada custa R$ 4,00; estudantes pagam R$ 2,00

 

 

 

 


 

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