Apaixonados por máquinas de pinball criam ambientes especiais dentro da própria casa. Inspire-se

Sala de jogos vista de cima, com o característico piso preto e branco
Guilherme Lara Campos / Fotoarena
Sala de jogos vista de cima, com o característico piso preto e branco


Difícil encontrar quem não goste de jogar fliperama. As máquinas luminosas e cheias de desenhos eram febre nos anos 1980, mas com a chegada de videogames e computadores caíram no esquecimento. “Durante essa fase, elas passaram por um processo de desvalorização e muitas pessoas aproveitaram a época para começar a comprá-las”, conta João Carlos Brasiliense, colecionador e apaixonado por pinball .

A partir daí, o hobby começou a ser resgatado. “Os anos se passaram e aqui estão elas novamente. O público que gosta se reciclou”, diz Brasiliense que, em vez de ir para bares e restaurantes jogar, há cinco anos decidiu criar sua própria sala de jogos.

Na hora de planejar o espaço, alguns cuidados são fundamentais. A primeira etapa é verificar se o espaço disponível é compatível com a quantidade de máquinas que se pretende ter. “Se a metragem for reduzida, dificilmente sobrará espaço para a circulação e o ambiente ficará carregado”, comenta Cid Rudis, colecionador e sócio do Pinball Clube do Brasil.

Na hora de decorar, eletrodomésticos e mobiliário retrô são muito bem-vindos. A dica é garimpar móveis antigos e reformá-los, o que também significa economia na certa. Para o piso, a opção mais usada pelos amantes dos games é a famosa combinação de peças de cerâmica em branco e preto, que lembra um tabuleiro de xadrez.

A iluminação também é um quesito importante e merece uma atenção especial. “Colocar as lâmpadas nos locais certos facilita as partidas”, diz Brasiliense. Para evitar reflexos indesejados nos vidros das máquinas, opte pala luz indireta, virada para o teto.

“Passo boa parte do meu tempo livre nesse espaço. Meu filho de quatro anos adora jogar. É uma área para reunir a família e aproveitar os momentos bons”, diz Rudis.

Se bateu aquela vontade de aproveitar um quarto sem uso ou transformar a garagem em um gameroom de verdade, aí vai a dica: frequente bares e restaurantes com espaços para jogar. Esses lugares são sempre bons para fazer contatos e descobrir quem vende os equipamentos. Mas prepare o bolso. De acordo com Brasiliense, uma máquina de pinball, por exemplo, custa no mínimo R$ 3 mil e pode ultrapassar a barreira dos R$ 24 mil.


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No túnel do tempo
O pinball é o antecessor do fliperama e surgiu na França no século 17. O equipamento era desenvolvido com madeira e alguns pinos. Trinta anos depois, o engenheiro mecânico Harry Mabs introduziu a tecnologia nas máquinas e desenvolveu sistemas que contavam a pontuação de maneira automática. Depois disso, o mundo começou a dar as boas-vindas aos fliperamas.

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