Acerte no canto de estudos

Arquitetos dão dicas para planejar o espaço reservado para a lição de casa

Lila de Oliveira, iG São Paulo |

Durante toda a vida escolar, a hora do dever de casa é sagrada. Então, que tal caprichar no ambiente dedicado à tarefa?

As crianças podem opinar – é claro –, mas é importante saber que alguns detalhes serão essenciais para garantir o seu bem-estar, como escolher móveis adequados ao espaço disponível, ter potes e nichos organizadores e garantir boa luminosidade. Confira mais detalhes:


Bancada de estudos

Um bom projeto de quarto infanto-juvenil deve contemplar uma mesa com, no mínimo, 90 cm de largura e 50 cm de profundidade. A altura da bancada costuma ser de 65 cm para crianças de até 7 anos e, no caso dos mais velhos, de 73 cm a 82 cm.

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Para o quarto de 15 m² de uma menina de 17 anos, Cristina Menezes optou pela bancada de vidro

Para Cristina Menezes, o material ideal para a mesa de estudos não pode ser condutor de calor e deve proporcionar uma sensação tátil agradável. No projeto de um dormitório em Belo Horizonte, a arquiteta optou pelo vidro cristal, principalmente pela facilidade de limpeza.

"Desenhei uma bancada grande, que segue até a cabeceira da cama, pois os pais da menina queriam um canto que despertasse vontade de estudar, sozinha ou com os amigos", afirma. Para quem tem filhos pequenos , madeiras e laminados, de preferência com bordas arredondadas, são mais seguros e resistentes.

Uma dica da arquiteta Alessandra Amaral, do escritório BEA Arquitetura e Decoração, é deixar a bancada sempre na direção contrária à televisão, para evitar dispersão na hora do estudo.

Pelo mesmo motivo, estantes, nichos e gaveteiros com o material escolar devem ficar próximos à mesa. Para organizar livros e cadernos, caixas organizadoras também podem ser úteis.

Cadeira na medida

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Atenção à ergonomia no projeto de Gerson Dutra de Sá e Ana Lúcia Salama

Antes de sair comprando a cadeira mais bonita e com o preço mais acessível do mercado, vale lembrar que o modelo escolhido muito provavelmente acompanhará a criança (ou o adolescente) durante muitos anos. Por isso, a regulagem de altura é essencial, já que a vida escolar coincide com a fase de crescimento.

Para que o conforto se mantenha durante qualquer atividade, também é importante que o modelo tenha regulagem de assento e encosto – este deve ser alto para apoiar completamente as costas, segundo Gabriela Baiardi, da Ideabluh! Arquitetura & Design.

Os especialistas indicam, ainda, a opção por modelos com apoio de braço, principalmente para quem usa muito o computador. Quanto ao monitor, o ideal é que o centro da tela esteja alinhado aos olhos.

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Cadeira de acrílico e mesa em laminado melamínico no quarto de 11 m², em Salvador, projetado por Gabriela Baiardi

Para Alessandra Amaral, o uso de cadeiras com rodízio deve ser evitado por crianças de até 10 anos. “Senão vira carrinho e estraga todo o piso ”, reforça Cristina Menezes.

Quanto ao revestimento, o tecido é sempre bem-vindo, assim como o couro . Mas há quem escolha cadeiras feitas com materiais que sujam menos, como o acrílico e o polipropileno, que aparecem principalmente nos projetos mais modernos. “Apesar de não serem as opções mais confortáveis, as mães adoram porque são resistentes e fáceis de limpar”, destaca o arquiteto Leonardo Junqueira. As telas são outra opção, pois permitem melhor troca de calor do corpo com o ambiente.

Iluminação certeira

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Conforto térmico e baixo consumo de energia no projeto de Adriana Scartaris e Samira Jarouche
O cuidado com a iluminação é essencial em todas as situações, mas no canto de estudos exige ainda mais atenção”, afirma o arquiteto Gerson Dutra de Sá. Ele recomenda o uso de lâmpadas que não esquentam, como os LEDs – que gastam menos energia –, e faz questão de prever sempre um abajur para a mesa, além da luz direcionada a ela.

“É um artifício que reforça a iluminação e evita a formação de sombra sobre a bancada”, diz. “A luz natural vinda da janela deve entrar pela frente ou pelo lado esquerdo (no caso dos destros) da bancada para que não haja sombras”, complementa Leonardo Junqueira.

Opções de lâmpadas mais em conta, como as fluorescentes compactas ou as halógenas bipolares com foco indireto, podem ser direcionadas para “jogar” a luz para o teto, distribuindo-a por todo o ambiente, segundo Gabriela Baiardi.

Iluminação pontual para valorizar enfeites e brinquedos nas prateleiras também pode ser uma boa pedida.








Serviço:

Adriana Scartaris

Ana Lucia Salama
Av. Macuco, 726/1702, Moema – São Paulo (SP)
Tel: (11) 5052-4426

BEA Arquitetura e Decoração
Tel: (21) 2294-6146

Clélia Regina Ângelo
Tel: (11) 3167-5956

Cristina Menezes
Av. do Contorno, 8.000, salas 608 e 609 – Belo Horizonte (MG)
Tels: (31) 3291-0309 / 3292-2473

Débora Aguiar

Estúdio Andressa Almeida
Rua da Conceição, 95, sala 1.501 – Niterói (RJ)
Tels: (21) 2719-2899/ 7837-6150

Gerson Dutra de Sá
Av. Pavão, 955/13, Moema – São Paulo (SP)
Tel: (11) 5044-2830

Gorete Colaço
Rua Joana Angélica, 192/204, Ipanema – Rio de Janeiro (RJ)
Tels: (21) 2247-8280/ 2247-8721

Ideabluh! Arquitetura & Design
Rua Frederico Simões, 153/1008, Caminho das Árvores – Salvador (BA)
Tel: (71) 3342-1281

Leonardo Junqueira
Rua Padre João Manuel, 1.212/92, Jardins – São Paulo (SP)
Tel: (11) 3088-7578

Monique Granja
Tel: (21) 9624-3563

Samira Jarouche

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