Acabamentos rústicos e texturas variadas levam aconchego aos ambientes. Saiba como usá-los

Pedras, madeira, couro, palha, linho, bambu, argila... A lista de possibilidades é extensa e reforça que o uso de materiais naturais está cada vez mais em alta dentro de casa. “Todo mundo quer se sentir acolhido e esses acabamentos proporcionam aconchego ”, diz o arquiteto Rodrigo Costa, do Studio Costa Marques. Tal tendência pode ser conferida no ambiente planejado por ele para a 26 ª sexta edição da Casa Cor SP , o lounge de entrada, onde os pórticos de madeira, a parede de cerâmica rústica e uma mesa feita com toras dão o tom.

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Segundo o profissional, esses elementos são sempre bem-vindos na decoração, mas é preciso saber dosá-los. “O excesso pode prejudicar a composição. A palavra-chave é o equilíbrio. Quando há uma parede de pedras, por exemplo, a outra mais próxima deve ser lisa. Assim, as texturas não brigam”, sugere. No espaço planejado para a mostra paulistana, Rodrigo conseguiu tal efeito ao mesclar, lado a lado, pedra com papel de parede .

A dupla de arquitetas Andrea Teixeira e Fernanda Negrelli também soube promover esse equilíbrio ao clarear a madeira (freijó) usada na suíte do casal , um dos ambientes com maior quantidade de materiais naturais da mostra paulistana. “É uma matéria-prima pesada, mas demos leveza com a ideia do clareamento”, afirma Fernanda. O espaço também conta com detalhes de tricô, palha natural de seda, couro, madeira de demolição, palha e bambu. “Não somos adeptas do sintético. Conseguimos, assim, imprimir a atmosfera que desejávamos: a de um chalé de montanha chique e aconchegante”, diz.

A cabeceira da cama é feita com espinha de peixe no projeto feito por Andrea Teixeira e Fernanda Negrelli
Divulgação
A cabeceira da cama é feita com espinha de peixe no projeto feito por Andrea Teixeira e Fernanda Negrelli

Tendência também na edição de 2014 do Salão Internacional do Móvel de Milão , o material natural é usado geralmente quando se deseja destacar uma parte ou algum detalhe do projeto. Um truque simples e eficaz para reforçar essa ideia é apostar na iluminação direta. “É preciso iluminar para ressaltar as texturas do material, atrair as atenções para ele”, comenta Rodrigo.

Como usar
Materiais naturais podem estar em todos os ambientes da casa. “A madeira é bastante recomendada para quartos, pois ajuda a aquecê-los. É possível usá-la para compor painéis, assoalhos e portas”, recomenda Eduardo Bessa, do escritório Cactus Arquitetura, responsável por dois ambientes da mostra paulistana: sala de banho e banheiro público.

Este último recebeu réguas de madeira de demolição e seixos nas paredes, combinação que tinha tudo para ser pesada, mas ficou leve graças ao uso de molduras coloridas e tons vibrantes, elementos que ajudaram a quebrar essa sensação. “É fundamental misturar dois estilos. Se optarmos por seguir uma linha só, teremos uma casa rústica demais, algo que irá parecer uma fazenda”, alerta o profissional. Adriana e Fernanda também usaram esse truque na suíte. “Apostamos na combinação de azul com dourado, pouco usada em espaços rústicos”, diz Fernanda.

Na brinquedoteca planejada pela arquiteta Maite Maiani o movimento foi contrário. Com traços retos e cores abertas, o espaço recebeu um detalhe rústico para garantir aconchego: uma parede composta por tijolos de argila. “Mesclar estilos é sempre interessante, atitude que confere aquele ar industrial tão comum em lofts nova-iorquinos”, afirma. Na opinião dela, as pedras vão bem em salas de estar e de jantar. “Só não recomendo o uso em quarto de bebê, já que o material pode soltar pó”, afirma.

Em suítes, materiais como couro em cabeceiras, palha em detalhes variados e paredes de tijolos aparentes estão em alta. “São ótimas opções, porém sempre faço um alerta para quem deseja colocar algo do tipo. É muito importante verificar se os moradores têm algum tipo de alergia a esses itens”, sugere a profissional. Já elementos como palha e tricô, por exemplo, não são boas pedidas para áreas molhadas. “A umidade pode danificá-los”, alerta Fernanda.

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