A cor marca presença em diferentes ambientes da Casa Cor SP 2014 e mostra que chegou para ficar nesse inverno

Tons metalizados estão em alta na decoração e atraem olhares para os projetos devido ao brilho e ao charme que imprimem aos ambientes. Em 2013, as coleções de verão de grifes famosas, como Giorgio Armani, Versace e Alexander McQueen, já mostravam que é possível deixar o básico de lado e apostar no dourado sem cair no exagero. E tal característica foi logo percebida por arquitetos e decoradores.

Um ano depois, sem pedir licença, o tom invadiu um dos maiores eventos do setor, a Feira Internacional do Móvel de Milão, que chegou à 53ª edição em 2014. Diversos profissionais e marcas seguiram os preceitos do universo da moda e usaram a cor sem medo de errar. Uma das mais aclamadas empresas da área, a Kartell, apresentou um espaço completamente dourado e ainda reeditou diversas peças famosas usando o tom de ouro. O mesmo aconteceu com outros nomes de peso, como o designer Tom Dixon, que apresentou diversas luminárias brilhantes. “A tonalidade adiciona brilho à decoração e cria uma atmosfera de luxo com um toque de sobriedade”, afirma o decorador José Roberto Moreira do Valle.

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Em 2014, a tendência pode ser vista também em diversos ambientes da Casa Cor SP , em cartaz no Jóquei Clube de São Paulo até 20 de julho. Um dos espaços mais “dourados” da mostra é assinado pela arquiteta Brunete Fraccaroli. Com 380 m², o projeto combina nuances de marrom com o brilho do ouro. “São cores que se complementam. É uma aposta excelente”, afirma a profissional. Logo na entrada, esculturas da Gabinete D Objetos reforçam essa atmosfera, bem como o papel de parede (Orlean) especificado por ela. “O tom vai bem tanto em pequenos detalhes quanto em superfícies maiores, como poltronas e paredes, desde que seja usado com bom senso”, comenta Brunete.

Outro ambiente da mostra que traz essa tendência é o Bar do Relógio, assinado por Moreira do Valle em parceria com a marca de cristais Baccarat. O tom está presente em molduras e nos castiçais vintage. “A ideia era misturá-lo com vermelho e a madeira escura, pois busquei inspiração nos bares clássicos dos anos 1960”, afirma. Segundo ele, a cor é fácil de combinar. “Não há restrições, pois ela é neutra, apesar do brilho. Então, é possível compor com tons neutros, quentes ou frios”, diz.

Se o projeto for clássico, o arquiteto Luis Pedro Scalise sugere uma mistura de dourado com cores pastel, como verde-claro e amarelo-palha. “Caso a ideia seja ter algo contemporâneo, aposte na composição com azul ou laranja”, explica o arquiteto, que assina o Lounge de Saída da Casa Cor 2014. No ambiente, ele usou o tom em lustres e nas esculturas de cavalos em tamanho real, que ganharam uma corrente feita com ouro amarelo e couro de peixe pirarucu (Fabrizio Giannone).

Na opinião de Brunete, todos os ambientes podem receber detalhes dourados. Molduras e cabeceiras são grandes candidatos nos quartos. Já na sala, a profissional recomenda o uso do tom em bibelôs, vasos, abajures e até em poltronas. Scalise, porém, não indica a cor em cozinhas. “Geralmente não é muito utilizado, pois o prata é sempre o mais procurado devido aos eletrodomésticos e à facilidade de limpeza. O dourado exige mais cuidado com a manutenção”, diz.

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